Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Criando Masmorras Fantásticas




Masmorras são um dos alicerces do jogo de RPG, tanto que em D&D “Dungeon” compõem 50 % do título (a outra parte são Dragões, mas isso é assunto para outra hora).

Para maior comodidade nesse artigo vamos usar o conceito de masmorra de forma abrangente. Criptas decrépitas, catacumbas antigas, templos decadentes, castelos em ruínas e etc; são todas masmorras para fins de interpretação e mecânicas de jogo. Partindo do ponto que masmorras são uma série de salas conectadas por corredores e passagens de algum tipo.

Esse é o conceito simplificado de o quê uma masmorra é? Mas o que torna elas incríveis?



Familiar, Funcional e Fantástico


Rodney Thompson, um dos designs da 5º ed de D&D, descreveu três critérios para boas locações que ele chamou de Os 3 “Fs”. A ideia era tornar as locações familiares, funcionais e fantásticas. Nós podemos é claro aplicar essas ideias as nossas masmorras.

Primeiro de tudo, os jogadores precisam entender a função da masmorra. Com o que ela se parece? Que metáfora pode ser usada, ou com o que do nosso dia-a-dia ela se parece e que pode tornar mais fácil descrevê-la? É uma série de túneis parecido com uma estação de trem no subsolo? É uma série de criptas como aquelas que aparecem nos filmes de Indiana Jones? O que torna a masmorra familiar o suficiente para os jogadores?

Segundo é definir quem fez a masmorra e porquê? Qual o propósito ela serve? Como exatamente isso funciona? O que mantém ela funcionando através dos anos? Em Tomb of Horrors Gary Gygax tinha seus pequenos demônios e diabos que percorriam a masmorra reativando as armadilhas.

O que mantém as armadilhas em bom funcionamento ano após ano? Com certeza podemos apelar e falar que é “magia”, mas e se forem engrenagens gigantescas e contrapesos massivos? Um fluxo continuo de água serve bem com um poderoso recurso e provedor de energia cinética para manter uma masmorra funcionando. Calor e fogo também funcionam, criando gases e vapor que movimentam pistões imensos.

Terceiro, cada masmorra tem que ser fantástica. Antigos afrescos pintados dolorosamente ao longo de milhares de anos. Cascatas subterrâneas, com quedas com centenas de metros. Uma prisão de ferro enegrecido, pendurada sobre um vulcão. Exagerar no tamanho é uma das formas mais simples de tornar algo fantástico. O que faz sua masmorra fantástica?



Amarrada na história


Toda masmorra precisa de uma boa história, ou talvez mais de uma. Primeiro, a masmorra precisa de uma origem. Independente dela ser criada para ser o sepulcro de um lich gigante da rocha ou pelos adores de uma divindade maligna, deve haver uma história ou conto da sua criação. Em segundo lugar, ela precisa se encaixar com a história atual que você está narrando. Porquê os jogadores estão ali? O que aconteceu para eles chegarem até ali? O que aconteceu aqui antes da chegada deles? Porque eles se importam? Eles estão ali para salvar alguém? Eles estão em busca de informação? Eles estão ali para impedir que alguém alcance um artefato antes deles? Da mesma forma que os níveis de uma masmorra, uma boa história pode ter vários níveis/camadas se sobrepondo.

Cada sala conta uma história. Cada sala deve ter um segredo a ser desvendado. A vida ( e o tempo de uma sessão de jogo) é muito curto para salas vazias. Cada câmarae sala guarda pistas do que ela foi um dia, o que é agora e PRECISA de bons motivos que façam os jogadores se importar.



Camadas de História


mraz' by Atenebris.deviantart.com on @DeviantArtMasmorras e câmaras podem fazer parte de várias histórias. Diferentes grupos podem ter usado a mesma masmorra no passar dos anos. O que aconteceu quando ela foi criada? O que ela veio a se tornar? Quando isso aconteceu? Para qual fim ela é usada agora?

Essas camadas podem ir aparecendo aos poucos para os jogadores, como camadas de tinta descascando em uma parede velha, cada uma contando uma história diferente sobre aqueles que fizeram daquele lugar seu lar. Defina umas três camadas de história para sua masmorra e veja o que acontece.

Características Fantásticas


Essa é uma dica que consiste em definir aspectos específicos para cada área da masmorra. Uma masmorra tem em torno de 5 a 10 câmaras. Cada uma dessas câmaras pode ter 3 aspectos que ajudam a torna-la fantástica e funcional. Aqui vão alguns exemplos que você pode colocar em qualquer sala:

· Manchas de sangue pelo chão, ou sangue escorrendo como um riacho.

· Crânios presos a parede, que emitem um barulho constante.

· Uma mão petrificada saindo do solo.

· Uma gigantesca caveira dracônica.

· Um estranho limo amarelo recobrindo todo o piso.

· Uma joia em formato de olho que parece estar observando o tempo todo.



Essas coisas precisam de pouca coisa para fazer a imaginação sua e dos seus jogadores criarem asas durante o jogo. Mantenha simples.

Preencha a Masmorra com Monumentos, Armadilhas, Relíquias e Segredos


Boas masmorras são preenchidas com antigos monumentos e armadilhas complexas. Elas são atulhadas com relíquias esquecidas. E tudo isso cercado de mistérios que devem ser tornar relevantes para os objetivos dos personagens.

Os monstros escolhidos para preencher a masmorra devem atender o contexto da história, já que não queremos que ela seja construída em cima apenas de encontros aleatórios. Embora encontros aleatórios dentro de um contexto adequado possam funcionar bem como aqueles encontrados nas aventuras publicadas no Xanathar’s Guide.

Mythos, Espírito
Descendo do porão até o Underdark


Masmorras pode aparecer em qualquer lugar ou tamanho, mas existem locais que parecem ideais para isso. O Underdark como mostrada na aventura Out of Abyss ou a massiva masmorra que existem debaixo de Waterdeep, conhecida como Undermontain. Essas campanhas baseadas apenas uma única e gigantesca masmorra, são exceções, não a regra. Muitas vezes uma masmorra pode ser pequena. Ela pode ser apenas uma sala debaixo do templo, com uma cria vampiríca presa ali.

Para uma sessão típica de dungeon crawl, uma masmorra pode ser composta de 3 a 9 salas – na maioria das vezes 5 salas. O mestre pode escolhe o tamanho que melhor se encaixa no tipo de aventura que ele pretende mestrar e no tempo que levaria para os jogadores explorarem. O mestre também pode definir se a masmorra vai ser usada em apenas uma cena ou em toda a campanha.

Aprofundando a aventura.

Masmorras são o grande pilar da exploração nos jogos de RPG. Não importa se são o porão do bar ou uma catedral de rocha soterrada por um milênio, masmorras são os bolsões de coisas magnificas que mantem os jogadores atentos. Mantenha em mente algumas dessas dicas e traga suas masmorras a vida, preenchendo seus olhos e mentes com maravilhas e aventuras.


obs: Esse texto foi livremente traduzido por mim. você pode conferir a versão original aqui: http://slyflourish.com/making_awesome_dungeons.html

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Escrevendo Aventuras - O Método do Funil.

Escrever aventuras, é uma das tarefas mais divertidas que um mestre de RPG tem, mas isso não torna uma tarefa mais simples, já que toma tempo, mapear uma dungeon, definir os npc's, o tesouro e o xp que cada jogador terá no final da aventura ( se sobreviver a ela é claro). Tudo isso sem torná-la fácil demais, mantendo a medida exata de desafios e recompensas para os jogadores. É lógico que existem aventuras prontas, tabela e geradores randômicos de todos os tipos, tabelas pré-determinadas para praticamente qualquer coisa, mas nada disso diminui a pressão de que o mestre tem que ser criativo na hora de desenvolver uma aventura. 

A saída nessas horas é ser o mais simples possível, ir simplificando os elementos da futura aventura, mantendo o foco na criatividade necessária para amarrar todos os elementos. Nessas horas é preciso ir refinando e "afunilando" as ideias. Pra isso o Método do Funil.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

21- Dicas para quando for Mestrar.

Soa presunçoso da minha parte tentar dar dicas sobre como mestra ou não , já que minha última sessão de RPG aconteceu a mais de dois anos, mas acontece que o Rolando 20 compartilhou esse artigo de um site gringo que eu achei extremamente interessante por isso decidi reproduzir aqui no 3D&T a Bordo aquelas dicas que eu achei mais relevantes.




Print Friendly Version of this pagePrint Get a PDF version of this webpagePDF