Um Bardo Muito Charmoso
Existe um momento em toda mesa de RPG em que o grupo percebe que chegou ao limite. Não há mais recursos, não há mais planos mirabolantes, e o inimigo à frente não é apenas mais forte — é narrativamente inevitável. E então… alguém tem uma ideia. Na sessão que inspirou essa tirinha, o grupo estava exatamente nesse ponto: encurralado em uma caverna, diante de um dragão colossal, daqueles que não pedem iniciativa — eles simplesmente agem. O tipo de criatura que transforma ficha de personagem em lembrança. Mas, como toda boa mesa sabe, sempre existe um fator imprevisível: o jogador de bardo. Com uma autoconfiança que só pode ser descrita como estatisticamente irresponsável, o elfo do grupo decidiu fazer o impensável. Enquanto os outros personagens já estavam aceitando seus destinos (ou cobrindo os olhos para não ver o TPK chegando), ele deu um passo à frente, sacou o alaúde e apostou tudo no poder do… carisma . E aqui está o ponto: em termos mecânicos, isso até faz sentido. Bardos são...