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segunda-feira, 12 de março de 2018

5 Coisas que Podemos Aprender com Terry Pratchett

No dia 12 de março de 2015, o mundo perdia Terry Pratchett, mas além dos inúmeros livros escritos ( traduzidos para mais de 38 idiomas), seus personagens carismáticos, ele deixou algumas lições de vida através de seu exemplo de vida.

Através dos seus livros e campanhas, Sir Terry Pratchett nos inspira a celebrar o melhor que há em nós, e nos esforçamos para sermos a cada dia melhor. O que temos abaixo são algumas dicas para ser mais como esse escritor e como aplicar isso em nossas vidas e WHY NOT no RPG?

A matéria que você vai ver abaixo foi originalmente publicada você pode ver nesse link: https://www.penguin.co.uk/articles/features/2017/apr/five-ways-to-be-more-terry/




Ter compaixão com os outros.


O Mundo do Disco ( Discworld no original) é cheio de espécies fantásticas - lobisomens, anões e trolls apenas para citar alguns - e nos livros nós vemos a amizade florescer entre esses seres e o preconceito que eles devem superar. No mundo real, Terry era uma administrador regular da Orangutan Foundation UK, e viajou para Bornéu com o Channel 4 para levantar fundos para essa causa. Ambas suas palavras e ações são uma lembrança que nós podemos ajudar mais nossos colegas terráqueos, ainda que eles sejam de espécies diferentes, ou apenas humanos que vivem uma vida diferente da nossa.

No RPG pode existir preconceitos entre as raças: elfos não gostam dos anões e se sentem superiores aos seres humanos, os anões não confiam nas outras raças, os minotauros são escravistas, e etc. Mas isso deve ficar restrito apenas a relação entre os personagens dos jogadores e NPC's. A partir do ponto em que isso passa a ser uma coisa entre os jogadores e não seus personagens, alguma coisa muito errada está acontecendo na sua mesa, e é preciso intervir. A compaixão e um pouco de empatia é sempre a melhor escolha ao lidar com outra pessoa, seja na mesa de jogo ou em qualquer lugar.

Explorar a sua criatividade


"Histórias com imaginação tendem a incomodar aqueles que não tem" - The Ultimate Encyclopedia of Fantasy
Seja corajoso e criativo em qualquer meio que funcione para você, esteja criando sua própria obra de arte ou escrevendo, ou apenas resolvendo problemas de uma nova forma que lhe seja interessante.
"É a imaginação e não a inteligência,
que os torna humanos" - O Morte.

Seja um pouco menos critico com você mesmo e explore sua criatividade, não se importe também se está copiando algo de algum livro ou filme, o jogo é sobre se divertir, não sobre ser o mais original. Sempre de asas a sua imaginação. por mais boba que uma ideia pareça a principio e acredite quando digo, isso pode render coisas fantásticas. Caso Terry Pratchett tivesse ligado para as críticas, a série de livros Discworld talvez nunca tivesse tido nenhum livro publicado, por que oras bolas, onde já se viu um mundo que é um disco, apoiado na costa de 4 elefantes que viajam no espaço sobre as costas de uma tartaruga gigante?  Aquela sua masmorra que você começou a esboçar, ou aquele NPC que vai contra todos os arquétipos, estão só esperando para vir para a mesa de jogo, e para dar aquele toque, porque não um desenho dele na ficha? Qualquer meio que sua criatividade encontre para ser expressada, deve ser usado. 



Mantenha o seu senso de humor


A série de livros que apresenta o Mundo do Disco, desafia as normas sociopolíticas enquanto mantém a sagacidade e humor de Terry, algo que ele manteve mesmo enquanto estava enfrentando o Alzheimer. "Meu nome é Terry Pratchett", ele começou dizendo em um dos seus documentários, " ou pelo menos eu acho que é".
Sempre há um lado engraçado para se ver, desde que você esteja preparado para vê-lo.
Dentro de todo velho, existe um jovem
se perguntando: " O que aconteceu?"
Faltou um jogador no grupo? Você perdeu um livro no ponto do ônibus? A namorada de um jogador rasgou uma página que mostrava a semi-deusa Victory seminua? A aventura tinha um tom sério mas o grupo tende para a galhofa? O grupo faz sempre o oposto do que você planejou na aventura só para te sacanear? Um jogador disse que você não sabe mestrar? Tudo bem. Tudo bem, não há motivo para choro ou frustração. RPG foi feito para ser divertido e se não estão se divertindo estão jogando errado. Quando coisas assim acontecem, talvez seja hora de dar oportunidade para outra pessoa mestrar, ou jogar outra coisa, para colocar tudo em perspectiva.  Algumas coisa são inevitáveis e desagradáveis, mas isso é só no momento. Tenha em mente que uma hora você vai estar contando isso para seus amigos e rindo disso.



Usa a raiva como uma força para o bem


Terry tinha muita raiva das injustiças no mundo, e usava essa mesma raiva como combustível para seus livros e campanhas. Neil Gaiman uma vez chegou a escrever em sua introdução para Slip of the Keyboard ( Um Deslizamento do Teclado):
" Ele vai se enfurecer, e quando a raiva sair, vai estar voltada para muitas coisas: estupidez, injustiça, tolice humana e a falta de visão, não apenas o morrer da luz. E, de mãos dadas com a raiva, com um anjo e um demônio andando em direção ao por do sol, haverá amor.

Você sempre pode canalizar sentimentos negativos  como a raiva e a frustração em coisas mais produtivas.  Ajude outras pessoas e se torne menos egoísta. Deixe de ser a vítima mesmo que não seja possível tomar as rédeas da situação. Se o seu grupo de RPG está debandando e você se sente infeliz com isso, você sempre pode pegar todo o material que vocês jogaram e publicar, divulgar para outras pessoas. Você pode ajudar pessoas a ingressarem no hobby ou mesmo usar o RPG como uma ferramente para ensinar outras pessoas algo novo (Matemática e História só para começar). Não há nada mais gratificante do que isso.
Sempre busque dar uma finalidade para suas ações. Ações e objetivos são os principais inimigos da negatividade que provém de sentimentos ruins como a raiva e a frustração Sentimento muito humanos. Terry Pratchett até mesmo chegou a escrever em um dos seus livros " Os maiores triunfos e tragédias da humanidade, não aconteceram por que as pessoas essencialmente boas ou más, mas por que eles eram essencialmente pessoas". Os sentimentos serão sempre os mesmos, mas cabe a vocês escolher o que fazer com eles. 

Nunca desistir e ser mais eu mesmo a cada dia



Em essência, ser como Terry Pratchett é ser mais você mesmo, independente daqueles que virão a dizer que você não é bom o suficiente. A professora do primário,uma vez disse a Terry que ele não realizaria nada, ele não tinha nenhuma nota A quando terminou a escola; mas até o final de sua vida, ele conquistou 10 doutorados honorários, um título da cavalaria e uma cátedra de professor. Em seu trabalho inicial, ele ignorou os críticos que não viam valor em seu mundo de fantasia; agora seus livros foram traduzidos para mais de 38 idiomas e venderam mais de 85 milhões de cópias em todo o mundo.
Ser ruim em alguma coisa é o primeiro passo para ser bom nisso algum dia. Não desistir e persistir naquilo que se gosta é muito importante, e você só conseguirá algo assim se fechar seus ouvidos para as críticas destrutivas e em especial as autocríticas destrutivas. Não seja seu inimigo, tenha paciência consigo mesmo e com seus erros, encare-os e frente e aprenda com eles.
As opiniões externas podem te puxar para baixo, às vezes no meio de dezenas de elogios uma crítica põem tudo a perder, mas não desanime se você está fazendo algo que gosta. Um dia tudo isso vai ser recompensado. " O principal ingrediente do sucesso é não saber que o que você está tentando não pode ser feito".

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Criando Masmorras Fantásticas




Masmorras são um dos alicerces do jogo de RPG, tanto que em D&D “Dungeon” compõem 50 % do título (a outra parte são Dragões, mas isso é assunto para outra hora).

Para maior comodidade nesse artigo vamos usar o conceito de masmorra de forma abrangente. Criptas decrépitas, catacumbas antigas, templos decadentes, castelos em ruínas e etc; são todas masmorras para fins de interpretação e mecânicas de jogo. Partindo do ponto que masmorras são uma série de salas conectadas por corredores e passagens de algum tipo.

Esse é o conceito simplificado de o quê uma masmorra é? Mas o que torna elas incríveis?



Familiar, Funcional e Fantástico


Rodney Thompson, um dos designs da 5º ed de D&D, descreveu três critérios para boas locações que ele chamou de Os 3 “Fs”. A ideia era tornar as locações familiares, funcionais e fantásticas. Nós podemos é claro aplicar essas ideias as nossas masmorras.

Primeiro de tudo, os jogadores precisam entender a função da masmorra. Com o que ela se parece? Que metáfora pode ser usada, ou com o que do nosso dia-a-dia ela se parece e que pode tornar mais fácil descrevê-la? É uma série de túneis parecido com uma estação de trem no subsolo? É uma série de criptas como aquelas que aparecem nos filmes de Indiana Jones? O que torna a masmorra familiar o suficiente para os jogadores?

Segundo é definir quem fez a masmorra e porquê? Qual o propósito ela serve? Como exatamente isso funciona? O que mantém ela funcionando através dos anos? Em Tomb of Horrors Gary Gygax tinha seus pequenos demônios e diabos que percorriam a masmorra reativando as armadilhas.

O que mantém as armadilhas em bom funcionamento ano após ano? Com certeza podemos apelar e falar que é “magia”, mas e se forem engrenagens gigantescas e contrapesos massivos? Um fluxo continuo de água serve bem com um poderoso recurso e provedor de energia cinética para manter uma masmorra funcionando. Calor e fogo também funcionam, criando gases e vapor que movimentam pistões imensos.

Terceiro, cada masmorra tem que ser fantástica. Antigos afrescos pintados dolorosamente ao longo de milhares de anos. Cascatas subterrâneas, com quedas com centenas de metros. Uma prisão de ferro enegrecido, pendurada sobre um vulcão. Exagerar no tamanho é uma das formas mais simples de tornar algo fantástico. O que faz sua masmorra fantástica?



Amarrada na história


Toda masmorra precisa de uma boa história, ou talvez mais de uma. Primeiro, a masmorra precisa de uma origem. Independente dela ser criada para ser o sepulcro de um lich gigante da rocha ou pelos adores de uma divindade maligna, deve haver uma história ou conto da sua criação. Em segundo lugar, ela precisa se encaixar com a história atual que você está narrando. Porquê os jogadores estão ali? O que aconteceu para eles chegarem até ali? O que aconteceu aqui antes da chegada deles? Porque eles se importam? Eles estão ali para salvar alguém? Eles estão em busca de informação? Eles estão ali para impedir que alguém alcance um artefato antes deles? Da mesma forma que os níveis de uma masmorra, uma boa história pode ter vários níveis/camadas se sobrepondo.

Cada sala conta uma história. Cada sala deve ter um segredo a ser desvendado. A vida ( e o tempo de uma sessão de jogo) é muito curto para salas vazias. Cada câmarae sala guarda pistas do que ela foi um dia, o que é agora e PRECISA de bons motivos que façam os jogadores se importar.



Camadas de História


mraz' by Atenebris.deviantart.com on @DeviantArtMasmorras e câmaras podem fazer parte de várias histórias. Diferentes grupos podem ter usado a mesma masmorra no passar dos anos. O que aconteceu quando ela foi criada? O que ela veio a se tornar? Quando isso aconteceu? Para qual fim ela é usada agora?

Essas camadas podem ir aparecendo aos poucos para os jogadores, como camadas de tinta descascando em uma parede velha, cada uma contando uma história diferente sobre aqueles que fizeram daquele lugar seu lar. Defina umas três camadas de história para sua masmorra e veja o que acontece.

Características Fantásticas


Essa é uma dica que consiste em definir aspectos específicos para cada área da masmorra. Uma masmorra tem em torno de 5 a 10 câmaras. Cada uma dessas câmaras pode ter 3 aspectos que ajudam a torna-la fantástica e funcional. Aqui vão alguns exemplos que você pode colocar em qualquer sala:

· Manchas de sangue pelo chão, ou sangue escorrendo como um riacho.

· Crânios presos a parede, que emitem um barulho constante.

· Uma mão petrificada saindo do solo.

· Uma gigantesca caveira dracônica.

· Um estranho limo amarelo recobrindo todo o piso.

· Uma joia em formato de olho que parece estar observando o tempo todo.



Essas coisas precisam de pouca coisa para fazer a imaginação sua e dos seus jogadores criarem asas durante o jogo. Mantenha simples.

Preencha a Masmorra com Monumentos, Armadilhas, Relíquias e Segredos


Boas masmorras são preenchidas com antigos monumentos e armadilhas complexas. Elas são atulhadas com relíquias esquecidas. E tudo isso cercado de mistérios que devem ser tornar relevantes para os objetivos dos personagens.

Os monstros escolhidos para preencher a masmorra devem atender o contexto da história, já que não queremos que ela seja construída em cima apenas de encontros aleatórios. Embora encontros aleatórios dentro de um contexto adequado possam funcionar bem como aqueles encontrados nas aventuras publicadas no Xanathar’s Guide.

Mythos, Espírito
Descendo do porão até o Underdark


Masmorras pode aparecer em qualquer lugar ou tamanho, mas existem locais que parecem ideais para isso. O Underdark como mostrada na aventura Out of Abyss ou a massiva masmorra que existem debaixo de Waterdeep, conhecida como Undermontain. Essas campanhas baseadas apenas uma única e gigantesca masmorra, são exceções, não a regra. Muitas vezes uma masmorra pode ser pequena. Ela pode ser apenas uma sala debaixo do templo, com uma cria vampiríca presa ali.

Para uma sessão típica de dungeon crawl, uma masmorra pode ser composta de 3 a 9 salas – na maioria das vezes 5 salas. O mestre pode escolhe o tamanho que melhor se encaixa no tipo de aventura que ele pretende mestrar e no tempo que levaria para os jogadores explorarem. O mestre também pode definir se a masmorra vai ser usada em apenas uma cena ou em toda a campanha.

Aprofundando a aventura.

Masmorras são o grande pilar da exploração nos jogos de RPG. Não importa se são o porão do bar ou uma catedral de rocha soterrada por um milênio, masmorras são os bolsões de coisas magnificas que mantem os jogadores atentos. Mantenha em mente algumas dessas dicas e traga suas masmorras a vida, preenchendo seus olhos e mentes com maravilhas e aventuras.


obs: Esse texto foi livremente traduzido por mim. você pode conferir a versão original aqui: http://slyflourish.com/making_awesome_dungeons.html

sábado, 3 de janeiro de 2015

Os Deuses odeiam os Orcs.

Os orcs acreditam que os deuses odeiam o mundo, e odeiam os orcs mais do que tudo. Então não é estranho para eles que seus deuses falem através da violência e da dor.

Através das dores em partes do corpo, os adivinhos orcs recebem seus augúrios. Uma dor na perna é um sinal de covardia. A dor pontiaguda no meio das costas representa uma possível traição de alguém próximo.

Através do sangue. Depois de uma batalha, é possível ver os adivinhos orcs vagando pelo campo de batalha, tentando prever o futuro com os rostos bem próximos do chão examinando as manchas de sangue.

Através das cicatrizes identificavam a vontade de seus patronos divinos. A cicatriz está limpa ? Manchada ? Segue as formas do corpo ou é um risco através da carne ? Os orcs não confiam em pessoas que não possuem cicatrizes visíveis da mesma forma que humanos não confiam em pessoas que não dizem seus nomes. 

Esses interpretadores dos augúrios não são considerados clérigos ou sacerdotes da sociedade. Eles não rezam ou celebram cerimônias para impedir a ira dos deuses.  Esses adivinhos são orcs que se odeiam , tanto quanto eles acreditam que os deuses odeiam os orcs - um nível de auto-aversão divina- que é quase como se eles não habitassem esse universo. Clérigos humanos buscam uma comunhão com suas divindades e as forças divinas, enquanto esses orcs buscam uma existência de esquecimento.

Assim quando eles não forem mais parte do universo, seus deuses não irão odiá-los. O adivinho orc cessa de existir. Sua eterna recompensa é o vazio e o esquecimento. Eles estão satisfeitos com isso.

Já que na sua crença, todos os outros vão para o inferno. O paraíso é uma mentira que os humanos contam para eles mesmo, por que são fracos e servis.

Amor requer sacrifício.

Desde que sofrimento e violência são as únicas coisas que satisfazem os deuses, orcs acreditam que apenas a violência no mundo que impede os deuses de destruí-lo. O dia que os deuses pararem de rir das guerras e sofrimentos, será o dia que eles expurgaram a vida da terra com fogo. Através da guerra e crueldade, orcs estão salvando o mundo.

Eles não estão tristes com isso, assim como um pastor não fica abalado em abater parte do seu rebanho para se alimentar, A diferença é que os orcs se veem como pastor e ovelha.

Nas raras vezes em que são contestados por sacerdotes humanos, eles argumentam que se os deuses humanos são tão "bons", por que eles pedem  coisas que vão contra a natureza dos seus servos ? 

Orcs amam suas crianças,  confiam em seus amigos próximos, e amam suas esposas. Da mesma forma que os elfos, humanos, e anões. A diferença que eles fazem tudo isso em privado. Longe dos olhos dos deuses.

A maioria dos humanos conclui erroneamente que os orcs não são gentis nem tem compaixão. Eles acreditam que  nem mesmo possuem uma palavra para "amor". Isso é verdade apenas em parte. Uma palavra para "amor" existe mas é considerada uma blasfêmia e raramente usada. A maneira mais comum de mostrar afeição por alguém é através de disfemismos. Apenas o orc mais corajoso vai sussurra palavras de afeição nas orelhas de alguém, enquanto estão sozinhos dentro de sua tenda, e de preferência na alta madrugada, quando os deuses provavelmente estão dormindo.

Morte e Taxas.

Os orcs as vezes negociam com os deuses, oferecendo pequenas montanhas de crânios dos inimigos abatidos em troca de um milagre.

"Se o meu clã sobreviver a essa batalha" diz o chefe-guerreiro, " Eu vou sacrificar  o número dos sobreviventes, me conceda esse pacto, Senhor dos Dentes, Quebrador dos Ossos e eu vou cumprir meu voto."

Se o clã sobrevive a batalha que segue, a partir daquele momento, eles tem uma divida para com o deus. Com cada orc devendo uma morte para o deus.

Mas esse débito pode ser trocado. Se Blargun mata dois inimigos nessa batalha, e Thachloch não mata nenhum, ele pode passar seu débito para Blargun, que pode receber algo de valor em troco dessa morte, como uma vaca.

A maioria dos clãs é pequeno e fica fácil de cada um se lembrar de seus débitos e quantas mortes deve, mas em clãs maiores existe um orc responsável pelas dividas do clã, cujo nome pode ser traduzido como "Esmaga Crânios", já que os débitos são pagos com crânios, que são esmagados ao serem entregues. A moeda entre os orcs é a morte.



Tradução livre e adaptada




sábado, 18 de outubro de 2014

Aventura do One Page Dungeon Contest - Devil's Acre ( Acre do Diabo)

Devil's Acre - Download da aventura original.

Resumo: Os personagens concordam em velarem por um NPC penitente. Na sua penitência, ela deve rezar do pôr ao nascer do sol, por três noites, com não mais do que um breve descanso, em jejum e bebendo apenas água, dia ou noite. O local da penitência é um local que em épocas passadas presenciou um acordo entre o Céu e o inferno. A aventura é para personagens entre o nível 4-6.

O Acre: Espinheiros e terreno pedregoso, com duas fendas nas rochas formando caminhos que levam até o centro do acre.

Circulo Sagrado: Mármore branco com inscrições sagradas, tendo no seu centro uma cruz feita do mesmo material do circulo, com 15 m de altura.
Enquanto o penitente estiver dentro do circulo rezando, a quantidade de Dados de Vida das criaturas malignas dentro dele não pode exceder 6+ o nível mais alto do personagem conjurador dentro do círculo+2. Quando as criaturas dentro do circulo são derrotadas ou expulsas, mais deles podem entrar. Somente os jogadores na função de sentinelas são capazes de danificar o Círculo Sagrado e suas inscrições, usando magias de área ou deixando objetos através dele.

sábado, 22 de março de 2014

Palavras da Criação - D20 e 3D&T

As Palavras da Criação, aparecem com um Talento Exaltado no Book of Exalted Books ( que não foi publicado no Brasil). Hoje no blog, eu estou publicando uma tradução* e uma pequena adaptação do mesmo para 3D&T.

 As Palavras da Criação são fragmentos de uma linguagem perdida, que acredita-se ,seja uma linguagem precursora do Idioma Celestial. Poucos celestiais lembram-se dessas palavras e um número muito menor de mortais tem acesso a algumas delas. Tão grande é o seu poder que nenhuma mente mortal poderia compreender mais de três ou quatro, e nenhum ser maligno pode proferi-la ou ouvir seu som. Um personagem precisa pegar o talento Palavras da Criação para ser capaz de usar essas palavras.

É possível, ainda que difícil se comunicar inteiramente usando as Palavras da Criação. Não existem palavras para o mal, e conceitos como miséria, desespero, ódio e traição, enquanto a sutileza das terminologias para beleza, compaixão e misericórdia é estonteante. As Palavras da Criação não possuem forma escrita, e se forem transliteradas em uma forma escrita, perder todo seu significado e consequentemente o poder. Além da comunicação, existem quatro formas essenciais de usar as Palavras da Criação.


Palavras da Criação (Talento Exaltado)

Você aprendeu algumas das palavras proferidas durante a criação do mundo.

Pré-requisitos: Int 15, Car 15, bônus base de Vontade +5.
Benefícios: Você pode usar as Palavras da Criação para aprimorar sua musica de bardo, para facilitar a conjuração de magias, criação de itens e aprimorar o processo de criação dos mesmo.
Normal: Uma criatura não-maligna que tente utilizar as Palavras da Criação sem  aprendê-las corretamente é afetada por Enfraquecer o Intelecto, enquanto uma criatura maligna é fulminada. Felizmente, é impossível fazer com que alguém pronuncie as Palavras da Criação contra sua vontade, devido a sua pronúncia ser tão exigente.

Coro Celestial.

As Palavras da Criação podem ser tecidas em canções, criando uma melodia que supera qualquer melodia terrena e ecoa com a grandeza da musica dos céus. Um bardo que possua o talento Palavras da Criação podem usar essas poderosas palavras para realçar sua musica bárdica como detalhada abaixo. Quando um bardo usa essa música dessa maneira, é extremamente exaustivo e o bardo recebe 1d4 pontos de dano não-letal para cada rank in Atuação requirido para produzir o efeito de musica bárdica que ele deseja aprimorar com o talento. Para exemplificar, se Devi usa as Palavras da Criação para dobrar o efeito de coragem ( minimo de 3 ranks em Atuação), ele toma 3d4 pontos de dano não-letal. Se ele usar as palavras para aprimorar uma canção capaz de inspirar feitos heroicos ( minimo de 18 ranks em Atuação), ele recebe 18d4 de dano não-letal.

As Palavras da Criação dobram os efeitos das seguintes habilidades de musica bárdica.

  • Inspire Courage: Dobra o bônus na moral em jogadas de proteção contra Encantar e Medo e um bônus de moral nas rolagens de dano (+2 no primeiro nível, +4 no 8º nível , +6 no14º nível , +8 no 20º nível).
  • Inspire Competence : Um bônus de +4 em testes de perícia.
  • Inspire Greatness: 4d10 de bônus nos Pontos de Vida, recebendo Pontos de Vida temporários proporcionais (após aplicar o modificador de Constituição do alvo aos Dados de Vida bônus), +4 nas rolagens de ataque e +2 nos testes de Fortitude.
  • Inspire Heroics: +8 em jogadas de proteção, +8 na CA.
Para habilidades de músicas de bardo que necessitem de um teste de Atuação (contra-canção, fascinar), as Palavras de Criação garantem ao bardo um bônus sagrado de +4 nos testes. As Palavras da Criação também concedem um bônus de +2 nas jogadas de proteção contra Sugestão e Dominar.
Palavras da Criação aumentam o nível efetivo do bardo como conjurador para lançar Song of freedom em 2.

Criação

De acordo com seu proposito original, Palavras da Criação podem  aprimorar qualquer processo de criação. Se forem usados em conjunto com magias que possuem o descritor Conjuração (Criação), a duração da magia é dobrada ( como se o talento meta-magico Estender Magia tivesse sido aplicado, mas sem aumentar o nível da magia). Magias com duração instantânea, a duração não é afetada. Se as palavras forem pronunciadas durante o uso de qualquer perícia relacionada a criação, elas concedem um bônus de +4 nos testes adequados. Utilizar as palavras da criação dessa forma não causam dano para o orador.

Poder Exaltado.

As Palavras da Criação podem ajudar a energizar magias e itens. Se usada juntamente com uma magia relacionada a coisas "bondosas", a magia funciona como se lançada por alguém um nível acima. Da mesma forma que quando usada para criar um item mágico associado ao bem, mas sem aumentar o custo do item. Em ambos os casos o nível acrescentado é considerado um bônus sagrado.
Utilizar as Palavras da Criação para aumentar os efeitos de uma magia causa 1d4 ponto de dano por contusão ao conjurador para cada 2 níveis  da magia (nada para magias de 0 ou 1º nível, 4d4 para uma magia de 9ºnível).

O Verdadeiro Nome.

Cada criatura possui um Verdadeiro Nome em meio as Palavras da Criação. Nenhum mortal conseguiria decorar os incontáveis nomes de cada criatura no mundo, não importando quanto tempo ele tenha estudado e pesquisado. Contudo , um personagem familiarizado com as Palavras da Criação pode pesquisar o Verdadeiro Nome de uma criatura especifica se tiver acesso a legend lore ou contatc other plane e commune. Pesquisar o Verdadeiro Nome é semelhante a pesquisar uma nova magia. Requer uma semana para cada 2 Dados de Vida da criatura e 1000 p.o por semana. O personagem precisa conjurar legend lore (ou alguém que conjure por ele) uma vez a cada semana de pesquisa, mas o componente material já está incluido no custo da pesquisa. No final do processo, o personagem precisa conjurar commune ou contact other plane, pagando o custo em XP por commune se for aplicável. Então, fazer uma teste de Conhecimento, usando a especialização adequada para o tipo da criatura que está tentando descobrir o Verdadeiro nome ( Arcana para construtos e dragons, Religião para mortos-vivos por exemplo). O CD para a o teste é 10+ Dados de vida da criatura. Se o teste for bem sucedido , o personagem descobre o Verdadeiro Nome da criatura. Caso falhe, o personagem precisará recomeçar a pesquisa se quiser descobrir o Verdadeiro Nome.
Uma vez que um personagem tenha descoberto o nome de alguém, ele pode exercer seu poder sobre a criatura das seguinte maneiras.


  • Impor uma penalidade de -4 nas jogadas de proteção para resistir a efeitos e magias de controle.
  • Reduzir a Resistência a Magia em 4 ou reduzir a Redução de dano em 5. Essa redução dura 1 minuto.
  • Pode conjurar Teleporte ou  Teleporte Maior na criatura, sem incluir a si mesmo como alvo da magia.
  • Receber um bônus de +6 nas rolagens contra Carisma da criatura para comandá-la após ela ser invocada usando uma planar binding spell.
Cada uma dessas ações requer uma rodada inteira para ser utilizada, que inclui proferir o Verdadeiro nome da Criatura e atrelar as Palavras da Criação a magia que vai ser conjurada.  A conjuração causa 5d4 pontos de dano por contusão ao conjurador. O personagem e a criatura não precisam estar na mesma área , nem no mesmo plano - sendo possível, por exemplo, reduzir a Resistência a Magia da criatura antes de usar binding spell  para invocá-la para o Plano Material. A única exceção é a magia Teleporte que requer que o personagem toque a criatura após pronunciar o Verdadeiro Nome da criatura e o encantamento.


3D&T:Palavras da Criação (1 Ponto)


Esta vantagem tem as seguintes utilizações:


  • Poder Exaltado. Você gasta metade dos PMs para lançar magias da Escola Branca. Ou pode gastar o dobro dos PMs para maximizar o efeito da magia lançada ( dano máximo, cura máxima, ou uma penalidade de -2 na R do alvo).
  • Coral Celestial. Com um teste bem sucedido de Canto ou Instrumento Musical ( especializações da perícia Artes) um personagem pode lançar qualquer magias da Escola espirito (desde que atenda suas exigências), pagando seu custo normal em PMs.o bardo pode escolher tres magias da escola Elemental 
  • Criação. Ao criar uma poção ou item mágico, você gasta metade dos PEs.
Cada utilização de Palavras da Criação gasta 3 PVs. Usar Palavras da Criação não gasta nenhuma ação ou movimento, mas você não pode fazê-lo mais de uma vez por turno. Apenas personagens bondosos podem usar Palavras da Criação.
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