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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dica de Mestre: Como Criar Mapas de Batalha Mais Dinâmicos


A preparação do combate faz toda a diferença para o engajamento do grupo. Lendo os materiais do Johnn (do site Roleplaying Tips), me deparei com uma reflexão sobre a criação de mapas que bateu certinho com o tipo de dica que eu gosto.

Acontece o seguinte: pense em um encontro. De um lado, uma ponte desmoronando, terrenos difíceis cheios de obstáculos, detritos e uma correnteza forte. Do outro, um combate em um campo aberto, quase sem terreno irregular, sem rotas interessantes e sem nada para interagir. Adivinha qual deles vira uma trocação franca monótona do tipo "rolo o dado, ataco, dano"?

Na maioria dos combates, a tendência é formar uma linha de frente, parar de se mexer e ficar rolando ataque até que um dos lados só possa ser contatado através de um feitiço Falar com os Mortos (ou zere os PVs e vá de base mesmo). Quando isso acontece, o combate usufrui de quase nada do mapa que o Mestre preparou com tanto carinho.

O nosso objetivo para criar combates desafiadores e emocionantes — não importa a escala de poder dos personagens — é transformar o campo de batalha em um verdadeiro quebra-cabeça. Precisamos de escolhas táticas que tirem os jogadores daquele "piloto automático" de só declarar ataques.

As 3 Camadas do Campo de Batalha

A material original apresentou uma abordagem em camadas sensacional que você pode usar para adicionar muito mais profundidade aos seus mapas, seja jogando 3D&T ou qualquer outro sistema:

  • Camada 0: O Mapa Base. Começamos com o cenário padrão definido.

  • Camada 1: Movimento. Adicionamos rotas, perigos e obstáculos para que os jogadores enfrentem escolhas difíceis logo que a Iniciativa é rolada.

  • Camada 2: Posição. Introduzimos pontos no mapa que oferecem vantagens táticas reais, motivando os combatentes a lutar pelo domínio do terreno (aquele famoso "high ground").

  • Camada 3: Interação. Povoamos o mapa com elementos destrutíveis e objetos para os combatentes explorarem ou usarem a seu favor (como derrubar estantes, explodir barris, balançar em lustres).



Quando você sobrepõe essas camadas, nós realmente moldamos o campo de batalha e adicionamos uma profundidade absurda ao gameplay.

Mergulhe Mais Fundo: Esse conceito incrível faz parte da série "The GM's Log", focada em resolver os desafios dos Mestres, criada pelo Johnn. Se você consome conteúdo em inglês e quer se aprofundar em como dominar cada uma dessas camadas de combate, recomendo assinar a newsletter premium dele através do Patreon, Substack ou ThriveCart do CampaignCraft.

Créditos e inspiração original: Johnn - roleplayingtips.com | Discord da comunidade: https://discord.gg/6MxTRAqQ76

E aí, como vocês costumam preparar as arenas de combate nas campanhas de vocês? Costumam usar muitos elementos interativos? Deixem nos comentários!

terça-feira, 10 de junho de 2025

6 Maneiras de Deixar Combates Monótonos Muito Mais Interessantes

 Inspirado e adaptado livremente do artigo “6 Ways To Spice Up Boring Combats”, de Johnn Four, publicado no site Roleplaying Tips.

Combates em RPG deveriam ser momentos de glória, medo e catarse. Mas quantas vezes não viram apenas uma sucessão de “ataco com minha espada”, “tiro com minha pistola” e “uso minha habilidade”? Quando o cenário vira planilha, a ficção morre. E RPG sem ficção é só rolagem de dados sem alma.

Se você sente que seus combates estão ficando tão repetitivos quanto final de novela das oito, é hora de fazer diferente. Abaixo estão seis formas de transformar encontros que seriam esquecidos em lendas repetidas à beira da fogueira. Todas elas são ferramentas simples, mas poderosas — e funcionam em qualquer sistema, do 3DeT Victory ao mais cru dos OSRs.


1. Cenário Confinado, Tensão Liberada

O espaço onde a luta acontece é tão importante quanto os dados rolados. Uma batalha em campo aberto não tem o mesmo sabor de uma luta em um corredor estreito, onde o inimigo está a dois palmos do seu nariz e o único lugar para onde correr é direto para a lâmina dele.

Pense em Capitão América: O Soldado Invernal — a cena do elevador é pura tensão, com espaço limitado e múltiplos oponentes. Agora compare com John Wick 3, onde a luta entre Wick e Zero, o assassino de katana interpretado por Mark Dacascos, atravessa salões, escadas, vitrines e até uma galeria de espelhos. Cada ambiente impõe uma nova leitura da batalha. Cada passo muda o ritmo.

Em RPG, variar o ambiente de combate faz com que os jogadores usem o espaço a seu favor. De uma passarela suspensa a um templo com pilares em ruínas, o cenário deve ser uma entidade ativa na luta — e não apenas um plano de fundo.

2. Obstáculos: O Perigo está por todo o lado.

Combates sem elementos móveis são como dança sem música. Pense na luta final de Star Wars: A Ameaça Fantasma, onde Obi-Wan e Qui-Gon enfrentam Darth Maul em meio a passarelas estreitas e campos de energia que abrem e fecham, impondo pausas forçadas e decisões táticas.



Adicione terreno difícil, pontes quebradas, colunas prestes a cair, criaturas que atravessam o campo de batalha sem saber que estão no meio de um conflito. Faça do ambiente um inimigo (ou aliado) tão presente quanto os vilões.

Se os jogadores pararem para discutir onde pisar, o que empurrar ou se devem arriscar uma ação arriscada para não cair no fosso de lava, parabéns: você está mestrando um combate vivo.

3. Objetivos Dentro da Luta

Lutar apenas para “reduzir PVs a zero” é um desperdício de drama. Guerras reais são travadas por posições, por tempo, por ideias. Em O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, o objetivo em Helm's Deep não era matar todos os orcs — era resistir, proteger os civis, evitar que o portão fosse arrombado.



No seu RPG, introduza metas em paralelo ao combate: impedir que um artefato seja ativado, impedir que um culto conclua o ritual, resgatar uma criança cercada de monstros, ou mesmo manter um portal fechado até que os reforços cheguem.

Se cada rodada representa mais do que dano, você criou tensão real.

4. Narração em Combate: Onde a Luta Está Contando uma História

Quem assistiu Naruto sabe que as melhores lutas são aquelas onde os personagens estão dizendo tanto com palavras quanto com jutsus. Flashbacks, traumas, promessas quebradas — tudo explode no meio da pancadaria.



Lembre-se: o combate é narrativa. Deixe que os vilões revelem planos sombrios no meio da luta, apenas para serem traídos em seguida. Talvez alguém esteja lutando apenas para atrasar os heróis... e sorria antes de cair.

Transforme cada troca de golpes em um capítulo. Faça o jogador pensar duas vezes antes de eliminar um inimigo que claramente sabe algo.

5. Vilões Que Falam — e Que Marcam

“Meu nome é Inigo Montoya. Você matou meu pai. Prepare-se para morrer.” — há mais impacto nessas palavras do que em uma ficha de monstro inteira.

Dê personalidade aos inimigos. Um vilão que se revela sendo o pai do protagonista. Um inquisidor que tenta convencer os heróis de que estão do lado errado. Um duelista que cumpre uma promessa feita a um rival morto. Em 3DeT Victory, até mesmo as palavras têm peso e causam danos— elas podem intimidar, desmoralizar ou manipular aliados e lacaios com uma boa rolagem de dados. 



Fuja do “orc genérico com machado”. Construa antagonistas com propósitos e dilemas. Isso não apenas engaja os jogadores, como os faz lembrar daquela luta para sempre.

6. Roleplay em Meio ao Cruzar de Espadas

Durante a batalha, personagens deveriam fazer mais do que rolar dados. Eles devem gritar desafios, fazer piadas sarcásticas, hesitar diante de um inimigo do passado. Em Avatar: A Lenda de Aang, mesmo durante as lutas mais frenéticas, há espaço para diálogo, conflito interno e humor.

Incentive os jogadores a se expressarem no meio da ação. Se um herói grita “Por Arion, meu irmão caído!” antes de desferir um golpe, o impacto dramático da cena dobra. O poder da amizade pode resolver muitas situações — e quem joga 3DeT Victory sabe bem disso, só dar uma olhada na pág.189 do capítulo +Regras.

Finalizando: Transforme Números em Narrativa

Combates devem ser lembrados. Se, ao fim da sessão, a única coisa que ficou na memória foi “dei 32 de dano”, só lamento. Mas se os jogadores comentarem como empurraram o necromante para a lareira enquanto gritavam o nome do amigo que ele matou — você venceu.

Seja criativo. Inspire-se em lutas épicas da cultura pop. E lembre-se: o combate não é uma pausa na narrativa. Ele é a narrativa.

Texto inspirado e adaptado livremente de “6 Ways To Spice Up Boring Combats”, escrito por Johnn Four, publicado originalmente no site Roleplaying Tips.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Acelere seus Combates: Dobre a Diversão na Metade do Tempo!

 


O PDF "Faster Combat: How to GM in Half the Time" traz várias dicas práticas e bem-humoradas sobre como acelerar o ritmo dos combates em RPGs de mesa — especialmente os mais táticos, como D&D ou Pathfinder — sem perder o drama, a diversão ou a sensação de risco.

Aqui está um resumo dos pontos mais interessantes:

Introdução

Cansado de combates que se arrastam como partidas de xadrez por correspondência? Rodadas intermináveis, jogadores dispersos e um goblin que teima em sobreviver por uma eternidade? A verdade é que o combate no RPG não precisa ser um teste de paciência; ele pode (e deve!) ser eletrizante e dinâmico.

Inspirados pelo excelente guia "Faster Combat: How to GM in Half the Time", reunimos dicas práticas para transformar seus combates em sequências de ação dignas de um blockbuster:

Desenvolvimento

Defina o Ritmo Desde o Início

"Nesta mesa, combates são relâmpagos. Hesitou? Seu personagem também!" Comunique essa regra desde o início para incentivar decisões rápidas e evitar a paralisia da análise.

Inimigos Simplificados, Ação Amplificada

Nem todo orc precisa de um arsenal de ataques. Um golpe certeiro, um urro ameaçador e uma pose imponente são suficientes. Quanto mais ágil for a sua narração, mais imersos os jogadores se sentirão na batalha.

O Teatro da Mente Como Aliado

Para combates sem grandes deslocamentos ou obstáculos complexos, dispense o grid. Um esboço rápido ou uma descrição vívida já criam a tensão necessária.

O Tempo a Seu Favor

Use um cronômetro, conte mentalmente até seis ou utilize um dado decrescente à vista de todos. Se o tempo expirar, o personagem hesita ou executa uma ação padrão.

A Arte da Trapaça Elegante

Sim, mestres podem "roubar", desde que com estilo:

  • O vilão cai em um momento épico, elevando a dramaticidade.

  • Lacaios fogem ao verem seu líder tombar, sinalizando o fim do combate.

  • Reduza os pontos de vida de monstros persistentes quando a luta já tiver cumprido seu propósito.

Conclusão

No 3DeT a Bordo, prezamos por aventuras emocionantes, mas ninguém quer naufragar em um mar de dados. Combates ágeis mantêm o jogo fluido, abrem espaço para a interpretação e garantem que todos desfrutem da sessão do início ao fim.

Lembre-se: o que torna um combate memorável é o drama, não o excesso de detalhes.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Heróis ao Resgate.

Mais uma vez aqui no blog escrevendo sobre uma ideia para uma possível aventura para ser jogada nesse final de semana, com uma premissa bem simples "E se a filha do nobre não foi raptada e simplesmente fugiu com alguns aventureiros ?". Lembrando sempre que nem todo mundo sabe diferenciar um orc de um meio-orc, esse mal entendido pode levar os aventureiros a alguma confusões. Uma excelente idéia de aventura para aventureiros em começo de carreira, quando os mal entendidos acontecem com mais frequência.


Sinopse da Aventura:


Os aventureiros são contratados por um rico mercador da cidade, para raptar sua filha raptada por orcs na calada da noite. O que acontece mesmo é que sua filha fugiu com uma confraria de mercenários, mais precisamente com um guerreiro meio-orc pelo qual ela nutre sentimento mais forte do que o típico companheirismo que existem entre colegas aventureiros.  Nativos de um reino onde a ideia de uma mulher aventureira é sinal de mau agouro para uma família (em Arton, Tollon ou Fortuna são bons exemplos de reinos com mentalidades assim) o pai vê como uma afronta à filha fugir assim na calada da noite, quando ele planejava um casamento de conveniência para ela. Com sorte ele espera que os aventureiros sejam capazes de eliminar não só o guerreiro meio-orc e seus irmãos mercenários, como também trazer sua filha sã e salva.

Erokar e seus Mercenários.

   Erokar é um desafortunado caso, nascido da relação de um guerreiro meio-orc e uma humana levada cativa em uma das muitas incursões e saques realizados nos povoados próximos.  Nascido e criado em meio aos brutais orcs, desde cedo aprendeu a compensar sua pouca força (se comparado aos seus irmãos orcs ele era fraco e franzino) com ferocidade e tenacidade em combate. Não demorou muito para que a vida de se esconder em ruínas e saquear as caravanas a beira de estrada lhe deixasse entediado, então ele decidiu partir, convencendo alguns de seus irmãos orcs a partir consigo, com a promessa de riquezas e glorias muito além daquelas que eles poderiam obter vivendo dos saques. E de preferência antes que eles chamassem a atenção de um grupo de aventureiros.
Erokar não compreende muito conceitos como piedade, misericórdia e códigos de honra, não que ele seja inescrupuloso, mas é que preza mais sua vida do que conceitos abstratos como esse e não hesita em usar todas as manobras possíveis para derrotar seus inimigos.
Mesmo assim, ele foi capaz de salvar uma jovem indefesa e perdida na floresta quando seu cavalo quebrou a pata. Dizem que ele a salvou esperando receber uma recompensa por ter encontrado a garota que dizia ser filha de um rico mercador local, outros imaginam algo mais do que isso.

(3D&T) Erokar, o mercenário meio-orc

F2, H2, R2, A3, PdF0

Vantagens: Meio-orc, Infravisão.

Desvantagens:  Insano Paranóico, Má Fama , Protegido Indefeso,

Perícia: Crime.

Kit: Combatente (Ataque Inesperado, Chuva de Ataques e Força Bruta)


Estrutura da Aventura.

Para maior liberdade de cada mestre que deseja aproveitar essa ideia para uma aventura, eu só vou postar aqui uma ideia para um encontro combativo, as outras você mesmo pode criar, basta definir por que tipo de terrenos os aventureiros vão passar e para onde Erokar está fugindo com a garota. Talvez ele esteja indo para o porto em busca de um barco para navegar para outro reino pela costa, talvez ele esteja indo pedir abrigo no castelo de algum antigo senhor para quem ele prestou algum serviço enquanto espera a poeira baixar para retomar a vida de mercenário. O mestre só precisar em ter em mente uma coisa: Erokar não é maligno, nem perto disso e a garota não foi raptada , simplesmente decidiu fugir com ele. Talvez o verdadeiro vilão da história seja o pai da garota, que pode vir a contratar mercenários e caçadores de recompensas para caçar Erokar e seus mercenários , como também caçar os PJ's se ele suspeitar que eles o estão ajudando.

Emboscada no rio: consciente de que o pai da garota mandaria alguém atrás dela, Erokar deixou para trás alguns membros de sua confraria de mercenários para atrasar os perseguidores ou na melhor das hipóteses eliminá-los de vez.

Criaturas: 4 Orcs, 1 Ogre ( opcional se o mestre quiser dificultar um pouco as coisas)

(4) Orcs: F1, H1, R2, A1, PdF1

(1) Ogre: F3 H1 R3 A1 PdF0

Estratégia: Os orcs irão aguardar os PJ's começar a atravessar a ponte e desde que eles não sejam notados pelos aventureiros ( que devem passar nos testes adequados para isso) irão utilizar a manobra Ataque Concentrado, somando +2 a FA deles. Personagens que estejam atravessando a ponte e que forem atingidos devem ser bem sucedidos em testes Habilidade, em caso de falha caem no rio, não recebendo nenhum dano, mas correndo o risco de se afogarem, principalmente se estiverem usando armaduras metálicas.O ogro aguarda para se engajar em combate corporal com o primeiro que cruzar a ponte.





Para o mestre :  No caso de mestrar essas aventuras para os seus jogadores, deixe aqui sua opinião registrada nos comentários, sugestões e criticas são sempre bem vindas. Caso precise do mapa sem os tokens dos orcs, aqui vai.


clique para ampliar.

Os tokens usados pode ser encontrados aqui: http://www.3detabordo.blogspot.com.br/2012/09/para-baixar-imprimir-e-jogar.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Nazgûl, Os Espectros do Anel.


"Eles já foram homens. Grandes reis dos Homens. Então Sauron, o Enganador, lhes deu nove anéis do poder. Cegos pela sua ganância, que os levou, sem dúvida. Um por um eles caíram na escuridão. Eles são agora os Nazgûl. Espectros do Anel, nem vivos e nem mortos." - Aragorn

Os Nazgûl (da Língua Negra de Mordor: Nazg "anel", e Gûl, "Espírito", "Espectro") foram, nas obras de fantasia criadas por J.R.R. Tolkien, os nove "Cavaleiros Negros", uma vez homens, mas corrompidos por Sauron com os nove anéis do poder. Transformaram-se em servos completamente fiéis do Senhor da Escuridão por toda a Segunda e Terceira Era, dependentes do Um Anel para continuarem a existir. Diz-se que dos nove Nazgûl pelo menos três eram Numenorianos Negros.

Os Nazgûl foram grandes reis dos homens que receberam nove Anéis de Poder. Com a forja do Um Anel, eles se tornaram escravos involuntários de Sauron e, eventualmente, seus principais tenentes. Depois de muitos anos o efeito dos anéis os transformaram em espectros invisíveis para todos menos para Sauron e para quem usasse o Um Anel. Eles viajaram para o exterior cobertos com capas pretas e armaduras de prata que lhes deu forma. Eles eram considerados como os "... servos mais terríveis" de Sauron, sendo o mais notável entre eles o Rei bruxo de Angmar, o guerreiro mais mortal das forças de Mordor.

Dentre os nove Nazgûl existentes apenas dois tem seus nomes conhecidos: Morgomir, a Sombra do Oeste (introduzido no jogo 'Battle for Middle Earth II: Rise of the Witch King da EA Games), um Espectro do Anel menor que foi um segundo Rei Bruxo na conquista de Arnor e Khamûl, o Senhor do Leste, que governou Dol Guldur após Sauron mover-se rumo a Barad-dûr.

Aos Nazgûl sem nome foram dados nomes não oficiais, tais como The Undying (O Imortal), The Tainted (O Contaminado), The Dark Marshal (O Marechal das Trevas), The Shadow Lord (O Senhor das Sombras), The Betrayer (O Traidor), The Dwimmerlaik (?), e The Knight of Umbar (O Cavaleiro da Umbar).


Fonte: Wikipédia 

Os Nazguls já foram apresentados como uma Vantagem Única na Dragão Brasil nº 91, agora eu trago aqui para vocês ela novamente com algumas alteração deixando a mais compativel com a versão Alpha do sistema. Lembrando que como mestre você pode alterar o que quiser, sinta-se livre para refazer a Vantagem da sua maneira.

Nazgûl (5 Pontos)

  •  Armadura Extra. Nazgûls sofrem sofrem dano normal apenas por fogo e magia. Contra quaisquer outras formas de dano , sua armadura é dobrada.
  • Arma de Morgul. Quando um Nazgûl realiza um ataque bem sucedido (baseado em Força), além de sofrer dano normal a vítima deve ter sucesso e um teste de Resistência. Se falhar, vai sofrer com a corrupção das trevas provocada pelos encantamentos e venenos que os Nazgûls usam em suas armas. A corrupção provoca um redutor de -1 em todas as características e perda de 1d pontos de vida por dia. Essa  corrupção das trevas é uma maldição de -1 ponto para ser removida e só afeta criaturas vivas.
  • Imortal. Quando destruídos , Nazgûls  ressurgem mais tarde.
  • Pânico. Nazgûls podem usar a magia Pânico pelo custo normal em PMs.
  • Sentidos Especiais. todo Nazgûl possui Faro Aguçado, Audição Aguçada e Ver o Invisível. 
  • Fobia. Como criaturas da trevas, Nazgûls temem as forças da natureza como água corrente ou fogo.
  • Ponto Fraco. À luz do dia , os Nazgûl sofrem uma penalidade temporária de -1 em todas as características e precisam gastar duas vezes mais PMs para lançar magias ou Vantagens que consumam PMs.

O Rei-Bruxo de Angmar

O Rei-Bruxo, cujo verdadeiro nome não é conhecido, era provavelmente um descendente do povo de Númenor. Na Segunda Era, um dos Anéis do Poder, forjados por Sauron e pelos Elfos, foram destinados ao Rei-Bruxo. O anel o fez imortal e muito poderoso, mas o corrompeu ao longo do tempo, transformando-o em um Nazgûl, mais precisamente o chefe dos outros oito Nazgûl.

F4, H6, R3, A5, PdF0

Aliados ( os outros Nazgûls), Patrono (Sauron), Magia Negra, Nazgûl,  Pms Extras x2, Cavalgar , Ciências Proibidas, Furtividade.


Essa é a expressão dos jogadores ao
receber  um golpe do Rei Bruxo.
Em combate o Rei-bruxo usará um mangual atroz encantado com as seguintes habilidades:

Absoluta: Quando alguém é atacado por uma arma de dano absoluto, ele deve fazer um teste de A -1. Se falhar, é considerado como se tivesse Vulnerabilidade àquele tipo de dano. Caso tenha Armadura Extra, é considerado como se não a tivesse. Esse poder não afeta em nada no caso de Invulnerabilidade.

Destruidora : Toda vez que o portador consegue um crítico, além do dano, ele ajuda a destruir a defesa do adversário. O alvo realiza um teste de Armadura e, em caso de falha, recebe um redutor de A –1 até o final do combate. Os redutores podem se acumular até um máximo de A 0. 

Pesada : A arma é muito pesada e difícil de manejar, por isso a Habilidade do usuário não conta na FA, sendo esta igual a F +1d6 +2. No caso de acertos críticos, a Força é triplicada. 

Violenta : Sempre que conseguir um acerto crítico, a Força do portador é multiplicada x3. No caso de estar usando alguma outra manobra que multiplique a Força, o multiplicador vai para x4.


Para conhecer e acrescentar mais poderes aos items mágicos da sua campanha, clique aqui




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Talk like a Pirate Day 2012


"Yo ho ho e uma garrafa de rum !"

Só para que o Talk Like a Pirate Day não passe em branco aqui no 3D&T A Bordo, aqui vai o resumo de uma aventura não-oficial com a temática de piratas e a exploração de um templo em uma ilha remota. Essa aventura originalmente criada para o AD&D pelo jogador Bernardo ( infelizmente não dispomos de mais informações) no ano 2000 , apresenta aos jogadores o pirata Huron Sindragon e a tripulação de seu barco O Leviatã. Preparados para singrar os mares então marujos ? 

Pois bem, só mais algumas colocações, jogadores que conheçam ou lembrem da aventura original perceberam que eu fiz algumas modificações na história sem alterar a sua essência ( você como mestre e capitão do seu próprio navio tem toda liberdade de fazer o mesmo)e como a história era originalmente para o AD&D aqui eu vou publicar apenas o resumo das suas cenas, sem colocar os stats blocks dos monstros e deixando em aberto a possibilidade de futuramente adaptar aventura para 3D&T e disponibilizá-la em PDF para download aqui no blog. 


O Leviatã

Cena 1

Os personagens são contratados pelos oficias da cidade portuária onde estão para capturarem o famigerado capitão Huron Sindragon, que vem causando grandes problemas saqueando navios mercantes e dificultando o comércio da região. Como as forças convencionais tem sido infrutíferas em descobrir o esconderijo dos piratas, o comodoro decide apelar para os aventureiros, mesmo sem não gostar muito “desse tipo de gente”.

Cena 2

Durante a viagem para encontrar o possível esconderijo do capitão os jogadores são pegos em meio a uma tempestade e naufragam ficando presos em um arrecife.

Cena 3

Alguns dias depois são salvos pelo próprio capitão Huron Sindragon que lhes propõem partilharem parte de seu tesouro se o ajudarem na exploração das ruínas de um templo localizado em uma ilha remota.

Cena 4

Após deixar os jogadores na ilha, um monstro destrói a embarcação dos aventureiros e Huron avisa que eles só subiram a bordo de seu barco e escaparam da ilha se lhe trouxerem um determinado item que está na parte mais profunda do templo. Huron irá espera-los por 3 dias, após isso acreditará que os aventureiros morreram e buscará um novo grupo.

Cena 5


Após sobreviverem aos perigos do templo, os jogadores encontram um antigo membro da tripulação de Huron Sindragon, o clérigo Tirithos deixado ali pelo próprio Huron como forma de castigo por ele não ter entregado o tal item, por que em posse dele Huron assumiria sua verdadeira forma, um terrível Leviatã que espalharia a destruição.

Cena 6

Enquanto os jogadores conversam com Tirithos, um furtivo aliado de Huron que seguiu os aventureiros para garantir que eles cumprissem a missão, se esgueira e pegando o artefato fugindo logo em seguida para entregá-lo ao seu senhor. No meio de uma possível luta Tirithos morre.

Cena 7

Em seus últimos momentos Tirithos conta que estava construído há algum tempo uma embarcação para fugir e revela onde ela está, mas faz os jogadores prometerem que vão impedir Huron. O templo onde os jogadores estão começa a desabar,os aventureiros devem fugir ou serão soterrados, durante a fuga terão que lidar com as possíveis armadilhas que se reativaram e monstros que não foram derrotados. 

Cena 8

Os aventureiros chegam instantes antes de Huron realizar o ritual utilizando o artefato para se tornar o Leviatã, uma batalha se segue e diante dessa blasfêmia o Grande Oceano envia um Kraken para destruir a embarcação e levar o artefato para as profundezas. Existe a possibilidade nesse momento de que Huron aproveite a distração e termine o ritual, então as duas criaturas colossais começarão uma batalha enquanto uma nova tempestade tem inicio. Tudo parece perdido para os jogadores até que o espírito de Tirithos aparece e lhes explica que o ritual ainda não terminou e que o artefato (que eles podem ver preso à testa do Leviatã) ainda pode ser removido.

Cena 9

Após remover o artefato, Huron se transforma em uma gigantesca estatua de corais que vão pouco a pouco se desfazendo e caindo no oceano, podendo esse ser o fim do Kraken que batalhava com ele. Tirithos avisa então os demais marinheiros da tripulação que os aventureiros são heróis e salvaram suas vidas e de todos os outros seres do mundo marinho e também do mundo seco , que eles estão sob benção do Grande Oceano que olhará por eles e se eles não chegaram a salvo em seu destino que o Grande Oceano lhes reserva um destino muito pior do que aquele que foi dado ao Leviatã. Com um breve aceno ele por fim se despede, desvanecendo no ar com o vento que sopra agitando as velas do barco.









quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os Piratas do Céu do Reinado

O baloeiro goblin é uma figura típica dos grandes centros populacionais de Arton. Conhecido dos aventureiros em começo de carreira que ainda não dispõem de poder mágico suficiente para levitar ou uma montaria voadora, que pagam pelos seus serviços de transporte, mesmo sabendo dos riscos (uma em cada três viagens resultam em queda) e da possibilidade que um vento forte os tire da rota. Com tanto perigos, por que alguns goblins continuam insistindo nessa profissão e não usam seus balões para um fim mais lucrativo? E foi assim que Rintel, o goblin se tornou um pirata dos céus. 
Da mesma forma que aventureiros não dispõem facilmente de montarias voadoras e meios de voar magicamente, o mesmo pode ser dito das guardas e milícias das cidades artonianas, somente as mais abastadas possuem cavalarias áreas, entre as quais podemos citar Vectora e Triumphus, que são exceção e não a regra por todo Reinado. 
Havia ali uma oportunidade de enriquecer facilmente para Rintel, o plano era simples, roubar, saquear e fugir em seu balão para algum esconderijo. E assim com o tempo e o sucesso de seus crimes, sua ganância foi aumentando proporcionalmente a sua audácia, seus assaltos começaram a ficar cada vez mais ousados, atraindo a atenção de outros goblins que ingressaram na sua tripulação buscando enriquecer facilmente. Começando assim a história dos temidos piratas do céu.


A TRIPULAÇÃO.


Rintel, Capitão dos Piratas do Céu.



Após abandonar a vida como baloeiro e se tornar o vilão conhecido como o Pirata dos Céus, o goblin Rintel tem ganhado cada vez mais a atenção das autoridades do Reinado e os constantes sucessos de seus crimes e plano mirabolantes, tem o deixado cada vez mais confiante e até mesmo arrogante alguns diriam, pelo menos não na sua frente. Por trás da aparência de um goblin ensandecido pelo acumulo de riquezas além da conta, existe uma mente brilhante e engenhosa, que se enxerga acima das autoridades dos humanos, mas calcula cada roubo de maneira meticulosa, sempre deixando uma ou mais rotas de fugas disponíveis. Embora sua fama tenha crescido consideravelmente em conjunto com a sua tripulação de jovens goblins, corre na boca miúda que ele planeja um roubo que fará com que seu nome entre para a história como o maior pirata da história. O que exatamente ele planeja, ele não compartilha com ninguém. As autoridades temem pelo pior.

F0, H3, R2, A0, Pdf2.
Arena (céu); Insano: Megalomaníaco, Goblin, Má Fama. Perícia Crime e Máquinas.

Kit Assassino: Arma envenenada; Ataque mortal; Golpe de Misericórdia.

Kit Baloeiro Goblin: Balão Goblin; Combate aéreo; "Estou bem pessoal!". 





Spalgheti, Imediato dos Piratas.


Spalgheti foi um dos primeiros goblins a perceber a crescente ascensão dos Piratas do Céu através da sua rede de informações na favela dos goblins, convencendo seus irmãos e filhos (sua família é numerosa mesmo para um goblin) de que fazer parte da tripulação do famigerado pirata, era muito melhor do que viver na favela dos goblins ou a beira de um estrada saqueando as caravanas que passavam. Embora alguns de seus filhos e irmãos já tenham sugerido ele se amotinar e tomar o barco para si, Spalgheti sempre recusará trair seu capitão e costuma jogar do convés o provável traidor. “É preciso um pouco de honra entre os piratas” ele costuma dizer cada vez que isso acontece. 

F1, H2, R3, A1, PDF3. 15 PVs, 15 PMs.
Arena (céu); Tiro Carregável; Goblins; Má Fama; Vulnerabilidade: Fogo; Crime.

Kit Chapéu Preto: Bala na costa; Coração Duro.

Kit Pistoleiro: Mira fulminante.


Rossa, A Engenhoqueira.

Aqueles que veem pela primeira vez a estranha figura de tão pequena estatura carregada de ferramentas, bujingas e suja de graxa e fuligem mal deixando seus olhos a vista, dificilmente perceberão que se trata da única fêmea da raça goblin a bordo da tripulação dos Piratas do Céu. A engenhoqueira Rossa, nem sempre teve um posto de destaque como possuí agora a bordo da tripulação, até algum tempo atrás ela era uma serva (ela diria que a palavra mais correta era escrava) na torre de um nobre que foi saqueada e invadida por Rintel e sua tripulação. Invasão essa que terminou com a morte de seu antigo senhor, libertando a do jugo e da humilhação. Por gratidão ela ingressou a tripulação, surpreendendo o capitão com sua habilidade em consertar O Barco e desenvolvendo engenhocas que facilitaram em muito os roubos que foram planejados a seguir.


F0, H5, R0, A0, PDF0. 
Genialidade, Patrono (Rintel), Perícia Máquinas, Goblin, Má Fama. 

Kit Engenhoqueira Goblin: Engenhoca goblin; "Eu posso fazer isso"; Mestre engenhoqueiro.

Goblins típico da tripulação.


Duzias de jovens goblins que aspiram mais do que varrerem as ruas e viverem do lixo dos humanos nas favelas goblins em Valkaria e outros grandes centros populacionais do Reinado ingressam as tripulação do barco do capitão Rintel a cada dia que passa, atraídos pela fama do capitão e promessas de riqueza. Embora a maioria se embebede e caia no convés em mais um ou menos uma semana, a cada dia chegam mais.

F1, H1, R1, A1, PDF0-1. Goblin, Má Fama.


O Barco


Chamado apenas de O Barco já que o capitão acha que da azar nomear suas embarcações, com base em suas experiências anteriores, o antigo balão de Rintel, passou por tantas modificações com o passar dos tempos e principalmente com a inclusão de Rossa, a engenhoqueira na tripulação que hoje em dia ele parece mais com um barco do que com um balão ( embora ainda use bolsas de ar quente para sair do chão). Dispondo de asas nas suas laterais para melhorar sua manobrabilidade e um estranho aparato montado na popa chamado pela engenhoqueira de motor", o barco é capaz realizar roubos e fugir muito antes que suas vitimas se deem conta do que se passa. Ao escutar o estranho barulho dos aparatos, já pode ser tarde de mais para escapar.

F1, H3, R4, A5, Pdf3; 20 PVs e 20 PMs
Aceleração, Construto, Levitação,Membros Elásticos, Paralisia ( Redes), Vulnerabilidade (Perfuração).

observação: para um mapa d' O Barco estou compartilhando o link para o download do mapa feito pelo Tio Nitro do Nitro Dungeon.O mapa do barco está na escala para miniaturas de Dungeons and Dragons, e pode ser editado/alterado etc. usando o Adobe Illustrator e clicando em “ungroup”.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tokens para Imprimir - Monstros.


Embora o sistema 3D&T não enfatize o combate tático e uso de miniaturas, muitos mestres concordarão que o uso de um grid para marcar as posições dos npc's e pc's em meio a um combate, torna tudo mais prático e interessante. Para tornar a vida dos mestre que planejam usar esse recurso em suas sessões eu estou disponibilizando aqui no blog um arquivo tamanho A4, com alguns tokens, dos monstros mais comuns que os aventureiros costumam encontrar: kobolds, goblins, orcs, morto-vivos, aranhas-gigantes, beholders e dragões brancos. Para maior praticidade recomendo colar a folha sobre um papel mais resistente ( cartolina ou papel cartão) antes de recortar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os Lobos de Santo Augusto em 3D&T



Os Lobos de Santo Augusto: Uma Aventura Sombria para 3D&T

Em "Os Lobos de Santo Augusto", os personagens jogadores se deparam com um vilarejo isolado que tenta desesperadamente enterrar um passado sangrento. Mas o mal, como toda maldição verdadeiramente poderosa, nunca morre — apenas espera o momento certo para uivar de novo.

Essa aventura é ideal para mestres que desejam trazer um clima sombrio e misterioso à sua mesa. Elementos de horror gótico, maldições familiares e batalhas contra criaturas espirituais criam uma experiência intensa e atmosférica.

Incluí sugestões de cenas e estatísticas adaptadas para 3D&T, mas você pode adaptar facilmente para outros sistemas com foco narrativo ou mortalidade elevada.

Sugestão de nível: Personagens iniciantes a intermediários.
Duração: 1 a 3 sessões, dependendo do ritmo e exploração.
Gênero: Horror sombrio, investigação, combate sobrenatural.

Prepare suas tochas, mantenha os olhos atentos — e nunca confie em um uivo solitário na floresta.


Os Lobos de Santo Augusto: Uma Aventura Sombria

O vilarejo de Griart, outrora conhecido como Santo Augusto, esconde um segredo tenebroso. O recém-chegado padre Edward Kelly foi encontrado brutalmente assassinado nas escadarias da antiga capela, seu corpo dilacerado como se por garras de uma fera impossível. O horror não para por aí: relatos de ataques violentos por "animais selvagens" tomam conta do lugar, deixando os moradores acuados, temerosos da chegada da próxima lua cheia.

Enquanto os aventureiros se aproximam do vilarejo, uma sensação de inquietação paira no ar. Algo ancestral e corrompido desperta entre as ruínas de pedra cobertas de musgo.


A Maldição dos Grenier

Em meio à investigação, os personagens descobrem fragmentos da história da outrora nobre família Grenier. Os registros antigos, escondidos na biblioteca da velha escola paroquial ou entalhados nas paredes soturnas das catacumbas do vilarejo, revelam uma maldição ancestral lançada por um monge enlouquecido.

Segundo as lendas, a cada sete anos, os membros da linhagem Grenier eram tomados por uma fúria bestial que os transformava em criaturas lupinas, responsáveis por chacinas sangrentas. O povo, amedrontado, tentou apagar o nome da família da história local — rebatizando o vilarejo e demolindo o castelo. Mas o mal nunca foi destruído… apenas adormeceu.

O último dos Grenier, William, sobreviveu à destruição de sua linhagem. Consumido pelo ódio e deformado pela maldição, ele retornou — não apenas como um licantropo, mas como algo muito pior: um espírito de fúria pura, sedento por vingança contra todos que ousaram esquecer seu nome.


Sugestões de Cenas para os Jogadores

  • Chegada a Griart: Os personagens são recebidos com hostilidade por alguns moradores supersticiosos, enquanto outros imploram por ajuda. Um velho bêbado murmura sobre "o preço de esquecer o nome de um morto".

  • A Capela Profanada: Na cripta da igreja, o grupo encontra o diário manchado de sangue do padre Kelly. Nele, pistas sobre as ruínas do castelo e sobre a maldição começam a surgir.

  • A Caçada Noturna: Durante a primeira noite no vilarejo, os jogadores enfrentam uma emboscada dos fantasmas-lobos, que uivam em coro e atacam como um só. A batalha deve causar tensão e horror, destacando que esses espíritos não são apenas fantasmas — são vinganças encarnadas.

  • As Ruínas do Castelo: A exploração das ruínas revela símbolos antigos de proteção profanados, fragmentos de ossadas humanas e a presença latente de William Grenier. Aqui, pistas sobre como derrotá-lo de forma definitiva podem ser encontradas.

  • Confronto Final – A Noite dos Lobos-Fantasma: À medida que a lua cheia brilha sobre os escombros, os espectros dos Grenier se manifestam para proteger seu líder. William, agora meio espírito, meio besta, confronta os aventureiros em uma batalha épica nas sombras do passado.


Estatísticas para 3D&T

Fantasmas-Licantropos
F0, H1-3, R0-4, A0, PdF0

  • Fantasmas com aparência lupina, atacam em grupo e somem ao nascer do sol.



William Grenier, a Besta

F3, H3, R5, A3, PdF0
PV: 25 | PM: 25
Vantagens: Licantropo (Fúria).
Desvantagens: Má Fama, Insano (Homicida)
Kit: Berserker Insano.

  • Poder único: William pode alternar entre forma espectral e física a cada rodada. Enquanto espectral, só pode ser ferido por magia ou armas encantadas.


Esta aventura foi inspirada livremente na HQ "The Wolves of Saint August", escrita e ilustrada por Mike Mignola para a série Hellboy. A história mistura folclore europeu, horror sobrenatural e narrativa investigativa, elementos que foram adaptados aqui para uma experiência de RPG sombria e cheia de tensão. Recomenda-se a leitura da HQ como referência adicional para ambientação, atmosfera e construção de cenas evocativas.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mula Sem Cabeça - Monstro Folclórico para 3D&T

Ok, já faz quase uma semana que o mês de agosto acabou e já estamos quase chegando ao querido feriado de 7 de Setembro (se possível postarei algo sobre esse tema), mas no meio de agosto meio veio essa ideia de adaptar monstros folclóricos para o sistema 3D&T. Eu sei bem que essa não é uma ideia muito original, alguns já fizeram isso, mas e se ao invés de transformar esses monstros em encontros aleatórios em uma floresta escura pela qual os aventureiros estão passando, ela viesse com algum background, um encontro ou uma mini-aventura?

Mula Sem Cabeça


Mulas sem cabeça são originalmente mulheres que cometeram algum pecado contra os deuses e foram amaldiçoadas a todas as noites (algumas se transforma apenas em dias especiais) assumir a forma de uma criatura equina, que constantemente expele fogo pelo buraco onde seria a sua cabeça, cujos cascos são descritos como sendo feitos de metal. O pecado que leva um dos deuses a condenar alguém a viver nessa forma vária de versão em versão, já foram citados, necrofagia, infanticídio, fornicação, incesto, mas o mais comum cita uma mulher que fez um clérigo quebrar os votos de sua divindade. Segundo a lenda a maldição pode ser quebrada se alguém bondoso remover o cabresto de ferro que a mula leva tarefa nem um pouco fácil já que a criatura esta sempre furiosa e ensandecida, espalhando loucura e destruição onde quer que vá.


(3D&T) Mula sem cabeça: F 3, H 3-4, R 3, A 2, Pdf 1-3.

Aceleração: Mula Sem cabeça recebem H + 1 para esquivas, fugas, perseguições e para determinar sua velocidade máxima. Podem saltar e permanecer no ar como se tivessem Levitação e H 1 (neste caso movendo-se a l0m/s). Também podem mudar a distância de combate corpo-a-corpo para ataque à distância sem gastar nenhum turno.Usar esta Vantagem em combate consome 1 Ponto de Magia.

 Armadura Extra: uma mula Sem cabeça tem Armadura duas vezes maior (A4) para ataques baseados em fogo, seja natural ou mágico.

Ataques Múltiplos: Uma mula Sem cabeça pode realizar 3 ataques por turno, dois com as patas, atacando com uma FA=F+H+1d e um com a chama que sai de onde seria a sua cabeça, atacando com FA=Pdf+1d.

Imortal: Quando destruídas, mulas sem cabeça ressurgem novamente na próxima noite de lua cheia. Mulas Sem cabeça só podem ser destruídas quando a sua maldição é quebrada.

Sentidos Especiais: mula sem cabeça possuem todos os Sentidos Especiais: Audição Aguçada, Faro Aguçado, Infravisão, Radar, Ver o Invisível, Visão Aguçada e Visão de Raios-X. Ao fazer testes de Perícias, em situações que envolvem perceber coisas através destes sentidos, a dificuldade do teste cai uma graduação. Por exemplo, uma Tarefa Difícil será considerada Normal, e qualquer.
Tarefa Normal será Fácil.

Magias: mulas sem cabeça têm as magias A Loucura de Atavus e Pânico como habilidades naturais e podem usá-las sem gastar Pontos de Magia.


Ganchos para Aventuras:


• Uma vila está sendo assombrada por uma Mula sem cabeça, o clérigo local oferece uma recompensa para aventureiros que forem capaz de quebrar a sua maldição. O clérigo na verdade é movido por um sentimento de culpa, já que ele quebrou seus votos com a mulher que hoje se transforma no monstro.

•Uma ex-sacerdotisa de um deus maligno pede ajuda ao heróis para desbaratar uma célula do culto, que vem realizando seus rituais em ruínas próximas da vila onde os aventureiros estão. Castigada por sua antiga divindade ela se transforma no monstro e ataca os aventureiros. Perseguindo-os noite pós noite. Sua maldição só será quebrada se ela for levada até um templo de uma divindade que represente o oposto daquela que servia e confessar seus pecados

• Uma mulher violentada durante tempos de conflito , foi incapaz de amar a criança que gerava , praticando a atrocidade conhecida como infanticídio. Castigada pelos deuses a se transformar em uma Mula sem cabeça em todas as noites até o fim da sua vida, ela só pode ser banida por uma arma que reside em uma tumba guardada pelo fantasma de seu filho.

•Um nobre contrata aventureiros para investigar o desaparecimento de alguns corpos no cemitério e o aparecimento de alguns mortos-vivos pela região ( pessoas que tiveram seu descanso eterno pertubado). A verdade é que a mulher do nobre é  uma criatura amaldiçoada por realizar atos de necrofagia para permanecer sempre jovem. Se descoberta assumira a forma de uma mula sem cabeça e atacará os Pj’s.

A Ilha da Morte da Rainha — ou seria a Rainha da Morte da Ilha?

  Todo mestre de RPG já passou por isso: você prepara uma aventura, entrega um mapa cuidadosamente elaborado aos jogadores e explica o desti...