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Mostrando postagens com o rótulo RPG

Pokémon Hexcrawl

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Explorando o Mundo com Geração Procedural no RPG de Mesa E se a sua jornada Pokémon não fosse uma linha reta entre a sua cidade natal e a Liga Pokémon? E se, em vez de seguir rotas pré-definidas, o seu grupo de jogadores tivesse um mundo vasto, selvagem e completamente inexplorado à frente? É exatamente isso que a mecânica de Hexcrawl proporciona. Hoje, vamos adaptar essa estrutura clássica da exploração dos RPGs de mesa para o universo Pokémon, criando uma experiência onde a jornada ganha o destaque que merece, deixando de lado mecânicas rígidas dos jogos eletrônicos para focar no que importa: a narrativa e a descoberta. O que é um Hexcrawl? Em termos simples, o "Hexcrawl" é um estilo de jogo onde o mapa do mundo é dividido em uma grade de hexágonos. Em vez de seguir um roteiro linear, os jogadores têm liberdade total de direção. Cada hexágono representa uma grande área de terra que leva tempo para ser atravessada. Você não sabe o que há no próximo hexágono até pisar nele. ...

RPGTober – Dia 4: Cooperativo

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  O Cooperativismo no RPG — Por que jogar junto é melhor do que brilhar sozinho O RPG é, por definição, um jogo cooperativo. A ideia de se sentar em volta da mesa e criar uma história juntos é o coração da experiência. Mas, com o tempo — talvez culpa dos videogames competitivos ou da velha cultura do “build perfeito” — muita gente começou a esquecer o básico: ninguém vence o RPG sozinho . Este texto é um convite pra repensar o cooperativismo em três camadas: na mesa de jogo , nas regras e mecânicas , e na filosofia que sustenta a experiência . 1. Cooperar é interpretar Antes de qualquer rolagem de dado, o RPG é um exercício de convivência. Você se reúne com um grupo de pessoas e decide que, por algumas horas, todo mundo vai fingir ser alguém completamente diferente — e ainda assim precisa funcionar como um time. Cooperar, no RPG, não é só “curar o colega” ou “ajudar no combate”. É ouvir a história do outro , abrir espaço pra ele brilhar e entender que a narrativa é constr...

Quando o Monstro Morre Sem Rolagem

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  As vezes a imaginação é maior que a rolagem dos dados. Não tem nada de errado em rolar dados. Aliás, essa é uma das partes mais satisfatórias do RPG. O som de vários dados quicando pela mesa, o suspense da virada, os olhos arregalados esperando pelo número a ser revelado no fina. Críticos, falhas críticas, modificadores que a gente esquece de somar. Isso tudo é parte do show. Mas uma das coisas que torna o RPG inesquecível nem sempre é o número que sai no dado. É o que acontece quando ele não precisou ser rolado. É plano maluco pensado no aperto e no suplicio dos pontos de vida que começam a esgotar. É quando o jogador e o mestre olham para o cenário e percebem, juntos, que existe uma solução criativa, inesperada e cinematográfica para um conflito que parecia destinado a ser resolvido com inúmeras rodadas, rolagens e cálculos. Quando, em vez de ataques sucessivos e consultas a ficha, a resolução do combate vem de uma ideia tão boa, mas tão boa e tão coerente com o mundo e a ...

É faz de conta, mas é sério!

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  Fingir. Fingir é a base do RPG. Fingimos ser elfos, mercenários, mechas, magos, pilotos de caça interplanetária. Fingimos ser deuses. Fingimos morrer. Fingimos vencer nos piores inimigos e temores. Brincamos de faz de conta— e é isso que nos salva. Poderia dizer que o RPG é a mais elaborada forma de mentira colaborativa já criada. E, ao mesmo tempo, a mais sincera. Porque por trás de toda máscara, todo personagem, toda “voz engraçada” ou “trauma dramático” da ficha, existe algo que talvez nunca tivesse coragem de aparecer se não fosse assim — disfarçado. E eu não estou falando de dramatização, nem de atuação no estilo live action . Falo de como, em silêncio, o que mais revelamos no RPG é aquilo que tentamos esconder fora dele. O jogador mais brincalhão da mesa geralmente esconde um poço de melancolia. O mestre que descreve o mundo como se fosse um exilado, talvez esteja mesmo exilado de alguma parte de si. E o guerreiro impulsivo, que age antes de pensar? Às vezes, é o cara ma...

Os Deuses odeiam os Orcs

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Os orcs acreditam que os deuses odeiam o mundo, e odeiam os orcs mais do que tudo. Então não é estranho para eles que seus deuses falem através da violência e da dor. Através das dores em partes do corpo, os adivinhos orcs recebem seus augúrios. Uma dor na perna é um sinal de covardia. A dor pontiaguda no meio das costas representa uma possível traição de alguém próximo. Através do sangue. Depois de uma batalha, é possível ver os adivinhos orcs vagando pelo campo de batalha, tentando prever o futuro com os rostos bem próximos do chão examinando as manchas de sangue. Através das cicatrizes identificavam a vontade de seus patronos divinos. A cicatriz está limpa ? Manchada ? Segue as formas do corpo ou é um risco através da carne ? Os orcs não confiam em pessoas que não possuem cicatrizes visíveis da mesma forma que humanos não confiam em pessoas que não dizem seus nomes.  Esses interpretadores dos augúrios não são considerados clérigos ou sacerdotes da sociedade...

Enigma: A Capa na Estátua.

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Em uma aventura onde os aventureiros devem recuperar uma capa mágica, eles a encontram na em um das sala da masmorra explorada, envolta no corpo de uma estátua habilmente esculpida nas formas de uma mulher. Infelizmente para eles , todas as tentativas de remover a capa da estatua parecem inúteis. É quase como se a capa resistisse a deixar o local. Com um exame mais profundo, os jogadores, os jogadores encontram pequenas runas na base da estátua , narrando a seguinte história: " Conta a lenda, que uma vez , para vencer o tédio  nos reinos celestes, o deus do sol e o deus dos ventos decidiram medir seu poder de influência na vida dos mortais. Cada um exaltava a si mesmo e exultava em suas qualidades divinas, mas sem chegar a nenhum concesso. A disputa por si só, já havia perdido seu propósito e já havia causado mais enfado entre os dois deuses. Foi quando uma jovem andante partiu de uma cidade a outra , vestida nas roupas praticas dos viajantes mas trazia sobre os ombros uma ca...