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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Enigma: A Capa na Estátua.

Em uma aventura onde os aventureiros devem recuperar uma capa mágica, eles a encontram na em um das sala da masmorra explorada, envolta no corpo de uma estátua habilmente esculpida nas formas de uma mulher. Infelizmente para eles , todas as tentativas de remover a capa da estatua parecem inúteis. É quase como se a capa resistisse a deixar o local. Com um exame mais profundo, os jogadores, os jogadores encontram pequenas runas na base da estátua , narrando a seguinte história:

" Conta a lenda, que uma vez , para vencer o tédio  nos reinos celestes, o deus do sol e o deus dos ventos decidiram medir seu poder de influência na vida dos mortais. Cada um exaltava a si mesmo e exultava em suas qualidades divinas, mas sem chegar a nenhum concesso. A disputa por si só, já havia perdido seu propósito e já havia causado mais enfado entre os dois deuses. Foi quando uma jovem andante partiu de uma cidade a outra , vestida nas roupas praticas dos viajantes mas trazia sobre os ombros uma capa, único bem de valor e única proteção contra o frio, no raiar daquele dia. Num impeto de vaidade e mesquinharia, as divindades decidiram por fim , como resolver a contenda: aquele que fosse capaz de fazer a mortal abrir mão da capa, seu bem mais valioso naquele momento, comprovaria sua superioridade divina sobre o outro deus. Ufanando na aparente facilidade da vitória , o deus dos ventos fez soprar sobre a jovem mortal um  verdadeiro vendaval, invocando a fúria dos ventos do norte, sul, leste e oeste, que ao seu comando sopravam sem dó nem piedade, sobre a mortal que continuava a resistir firmemente e se agarrava firmemente a sua capa. Quanto mais o deus dos ventos soprava, mais ela se agarrava. Por fim, antes que a jovem fosse arremessada para longe, o deus dos ventos, cessou e passou a vez ao deus do sol, ainda sem acreditar na obstinação da mortal. Então, o deus dos sol, irradiou seus raios solares por todo o caminho que a jovem percorria, direcionando para ela toda a sua atenção, aquecendo-a sutilmente, a cada passo um pouco mais. Assim ,na metade do caminho ,quando o sol atingiu o ponto mais alto no céu, irradiando toda a sua glória, a jovem por fim despiu a sua capa, confirmando a superioridade da divindade solar"


Solução: A solução do problema está na historia narrada na descrição. Quanto mais força for empregada para remover a capa, menores são as chances dos aventureiros conseguirem. A forma adequada fica a cargo do mestre, podendo ser uso da magia  Luz do Dia, uma oração ao deus do sol ou a incidência da própria luz solar sobre a estátua. Essa ultima opção se mostra a mais interessante se os jogadores precisarem coletar certos prismas que devidamente colocado em certos pedestais dentro da masmorra fazem a luz do sol refletir até chegar na sala onde está a estátua, de modo muito semelhante a quest Break of Dawn do Elder Scrolls: Skyrim.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Enigma da Generosidade dos Pães

O Enigma dos Pães: Lógica e Justiça em sua Mesa de RPG

Perambulavam por aquelas paragens, em tempos há muito idos, dois aventureiros. Por um acaso do destino, encontraram um viajante maltrapilho e ferido. Após ser socorrido, o homem narrou sua desventura: fora atacado por bandidos e deixado à beira da estrada — onde certamente morreria, não fosse o auxílio da dupla.

Com o cair da noite, o grupo decidiu levantar acampamento. Faminto, o viajante indagou: — Por acaso, trazem vós algo que eu possa comer? Estou quase a morrer de fome!Tenho comigo 3 pães — disse o primeiro aventureiro. — E eu trago outros 5 — afirmou o segundo.

O viajante propôs: — Juntemos esses pães e façamos uma sociedade única. Repartamos cada pão em 3 partes iguais, para que todos comam a mesma quantidade. Os deuses os recompensarão por tal generosidade!

Assim foi feito. Na manhã seguinte, o viajante havia partido. No lugar onde dormira, deixou uma bolsa de couro com 8 diamantes. Como dividir essa dádiva de forma justa?

A Solução Matemática (A Porta de Tanna-Toh)

À primeira vista, a divisão parece simples: 5 diamantes para um e 3 para outro. Porém, a matemática de Beremiz Samir (O Homem que Calculava) prova o contrário:

  • Total de pães: 8, divididos em 3 partes cada = 24 pedaços.

  • Consumo: Cada um dos três homens comeu 8 pedaços.

  • Aventureiro A (deu 5 pães): Forneceu 15 pedaços. Como ele comeu 8, ele deu 7 pedaços ao viajante.

  • Aventureiro B (deu 3 pães): Forneceu 9 pedaços. Como ele comeu 8, ele deu apenas 1 pedaço ao viajante.

Resultado: O primeiro aventureiro deve receber 7 diamantes e o segundo apenas 1.

A Solução Moral (A Porta de Khalmyr)

Para um clérigo da Justiça, a frieza dos números pode ser injusta. Se ambos os aventureiros entregaram tudo o que tinham, sem hesitação, o sacrifício pessoal foi igual. Portanto, a recompensa divina deveria ser dividida igualmente: 4 diamantes para cada.

Dica de Mestre: Aplicando em Jogo

Este enigma funciona perfeitamente em uma masmorra de desafios. Coloque os jogadores diante de duas portas:

  1. A Porta do Conhecimento: Exige a resposta lógica (7 e 1). Errar aqui pode acionar uma armadilha de fumaça ou confusão mental.

  2. A Porta da Justiça: Exige a resposta equânime (4 e 4). Errar aqui pode invocar um Guardião Áureo para testar o valor dos heróis.

Referência Bibliográfica: Este enigma foi retirado da obra clássica "O Homem que Calculava", de Malba Tahan. Se você busca enigmas lógicos e narrativas inspiradas na cultura árabe para suas campanhas, este livro é obrigatório na sua estante.

A Ilha da Morte da Rainha — ou seria a Rainha da Morte da Ilha?

  Todo mestre de RPG já passou por isso: você prepara uma aventura, entrega um mapa cuidadosamente elaborado aos jogadores e explica o desti...