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sábado, 10 de maio de 2014

O Dragão da Masmorra - Cenário para D&D

Em um mundo onde monstros não existem e todas as outras coisas fantásticas do mundo ( magos, guerreiros, elfos, armas mágicas, etc.) existem todas no mesmo lugar.

A cidade-estado Masmorra é uma metrópole construída sobre uma fortaleza subterrânea criadas durante tempos sombrios quando as pessoas precisavam de proteção das ameaças do mundo interno. Esses tempos são agora passado e as pessoas são livres para viverem livremente na superfície. Contudo como foi em tempos de perigo, o o poder foi consolidado e centralizado em um bastião subterrâneo -  que ainda continua como depósito dos tesouro, a prisão, guarnição das forças militares e o palácio do governante.

Assim, a cidade recebeu o nome da fortaleza, sendo simplesmente chamada de Masmorra.

O governante da Masmorra, mesmo quando ele era a fortaleza, sempre recebeu o título de Dragão. O Dragão é tanto comandante militar e governador absoluto da cidade. O Dragão possuí sempre dois tenentes, sempre do sexo feminino ( o gênero do Dragão sempre varia, mas graças a várias poções e mágico, os Dragões possuem vidas tão longas que não há ninguém que se lembre do antecessor do atual), e são sempre conjuradoras.

A primeira dessas tenentes, a Medusa, comanda as tropas de elite do Dragão, os Basiliscos. Ela e suas tropas estão sempre escondidos em máscaras horríveis e aterrorizantes. Em tempos em que a cidade está sob ataque, os Basiliscos recebem o auxilio de outra tropa de elite, os Manticoras, que possuem e utilizam-se de uma vasta variedade de devastadoras e únicas armas de longo alcance.

O outro tenente do Dragão, recebe o título do Lamia, e tem sob seu comando a policia secreta e os espiões, chamados de Espreitadores. Eles tem a reputação de serem tão bons naquilo que fazem, que a maioria das pessoas acreditam que eles sejam invisíveis. O povo da Masmorra, receiam por um encontro com um Espreitador a noite, onde talvez eles sejam presos e jogados em um local secreto, conhecido através dos sussurros como o Devorador de Mentes, para interrogatório pelas mãos do Observador ( da onde ninguém retorna). O Observador tudo vê.

Ambos os tenentes têm igual autoridade sobre a plebe desordeira que o compõe a maior parte do poderio militar do Dragão, que ele usa para manter o domínio sobre as terras vizinhas. Estas tropas não-elite são chamados de "Ofensiva de Rastreio e Combate". A gíria "orc é muitas vezes usada pejorativamente, mas os orcs a reivindicaram para designar suas tropas.

As pessoas da Masmorra são mantidas em segurança por esse grande poder militar, mas isso é muito oneroso para a população. Ainda que a cidade possua sua classe alta, a maioria dos cidadãos são pobres e trabalham suas vidas inteiras apenas para sobreviver. O mais pobres entre os pobres, são chamados de rastejadores de carniça, por razões obvias e e horríveis. Outros não tão oprimidos tem de enfrentar a ameaça das três guildas de ladrão de destaque na cidade, que se auto-nomearam, Os Goblins , Os Kobolds e Os Bugbears. Os fato que essas guildas existam em uma cidade com uma força militar tão proeminente, sugere que elas estejam em fato subornando as autoridades, talvez pagando um tributo para o Dragão em pessoa.

Na cidade, soldados aposentados, agora homens velhos ( que são poucos, por que a vida é perigosa dentro e fora da Masmorra) reúnem-se para sussurrar segredos. Embora sejam tratados como "Owlbears" pela maioria, eles detém alguma sabedoria e já viram muito por ai. Alguns dizem que um salvador com o poder de derrubar o Dragão se encontra preso no calabouço dentro da Masmorra, vigiado pela Medusa. Esta misteriosa figura-se ela é mesmo, é real -é referido como Catoblepas. Diz-se que até mesmo olhar para ela é punível com a morte.

Em tal cenário, irão os personagens jogadores lutar contra o Dragão, e tentar minar o seu governo? Será que eles tentam saquear a parte subterrânea do calabouço? Ou será que eles trabalham para o sistema, na esperança de atingir suas próprias fileiras únicas no meio da hierarquia, é dito que títulos como Wyvern, Golem, Efreet, e outros teriam sido utilizados no passado.

Qualquer coisa é possível na Masmorra.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

As Masmorras dos Dragões

Em eras passadas, os dragões vieram. Antes disso, o mundo era um lugar pacífico, com as magias dos magos e as benção dos clérigos provendo todo o auxilio necessário, mas os reinos possuíam poucas, se não, nenhuma ameaça sobrenatural. Elfos, anões, humanos e halflings viviam separadamente, cada um em seu próprio reino, em relativa paz e segurança. Ninguém sabe de onde os dragões vieram, mas eles mudaram tudo. Cidades e vilas sem defesas, foram arrasadas, suas populações massacradas e devoradas. Os dragões atacaram comunidades, élficas, anãs, halflings e humanas sem parecer notar a diferença entre as raças. Nada - nem mesmo as mais poderosas espadas, as flechadas mais precisas ou as prodigiosas magias - podia pará-los. Mesmo durante o sono, as escamas de um dragão não ofereciam pontos fracos para armas mortais ou assaltos mágicos.

Em uma jogada ousada, um grupo de bravos heróis tentou superar o desafio de um dragão, mas não fisicamente, mas espiritualmente. Usando antiga magia espiritual, os aventureiros se infiltraram na essência do dragão adormecido e mataram seu espirito. Com essa vitória, as raças mortais, tinha agora uma chance. Mas a magia antiga tinha seus requisitos. Para adentrar a alma do adversário, era preciso um representante de cada raça. Eles precisavam fazer a incursão como um grupo misto. Esse grupo tinha que trabalhar em conjunto e sondar as profundezas do calabouço, a fim de derrotar o dragão.

Os dragões não trataram esses ataques de forma leviana. Usando sua própria magia antiga, eles construíram fortalezas metafisicas ao redor de suas almas. Essas fortalezas, tomaram forma de labirintos infindáveis, repletos com armadilhas, truques e poderosos guardiões. Elas se tornaram conhecidas como masmorras e cada dragão possui uma e a masmorra de cada dragão é única. Mas a magia antiga dos dragões também possuía seus requerimento. Mesmo uma masmorra inexpugnável, deveria possuir uma forma de ser superada, seus guardiões, embora poderosos, não era invencíveis. Deveria haver um caminho - embora pudesse ser longo, complicado e extremamente difícil encontrar - até a parte inferior da masmorra onde a alma do dragão repousa. Toda porta trancada, deve ter a sua chave em algum ponto da masmorra, Charadas tinha que ter uma solução. Quanto mais poderoso é o dragão, mais mortal e perigosa seria sua masmorra interior.

Mas os dragões encontraram um segundo requerimento. Eles também precisavam sacrificar parte daquilo que eles mais amavam. Eles tinha que entregar grandes porções dos seus tesouros, e permitir que ela fosse absorvido para dentro da sua masmorra. A magia necessária para atrelar as defesas as suas almas necessitava de ouro, magia e outros tesouros. Esses tesouros, precisavam serem colocados por toda a masmorra para solidificá-la com a sua essência e prova de seu amor por seu tesouro. Com o passar dos tempos, os dragões foram adicionando mais e mais desafios a suas masmorras. Eles descobriram, que apesar dos requerimentos da magia antiga, a chave para o sucesso era desgastar os aventureiros invasores, e isso se provou verdade  já que as masmorras foram ficando cada vez mais difíceis e perigosas. Cada masmorra de um dragão é atada a força e personalidade do dragão, e tem seu próprio estilo de defesa e defensores. Alguns dragões se mostraram mais inclinados a rechearem suas masmorras com quebra-cabeças e armadilhas, enquanto alguns são focados em guardiões poderosos.

Então agora, para defender o mundo contra a maior das ameças, os heróis dos reinos usam a magia para entrar na alma dos dragões adormecidos. Eles resolvem charadas e quebra-cabeças, superam obstáculos e armadilhas, lutam contra monstros e guardiões ( matando-os com impunidade e sem escrúpulos, já que eles não são criaturas vivas, mas simplesmente manifestações mágicas da alma do dragão - maliciosamente bem escondida e defendida-  então eles podem por um fim a essa ameaça e suas terras podem novamente obter a paz. Se forem bem sucedidos, eles podem retornar para o mundo físico com os tesouros encontrados e o conhecimento que fizeram o mundo um lugar melhor e mais seguro.

Esse texto foi escrito por Monte Cook e publicado no seu site oficial, você pode acessá-lo clicando AQUI.

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