quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Cidade Engarrafada: Conceito e Ganchos.


Cidades Engarrafadas: Um Conceito Fantástico para Suas Aventuras de RPG!

Uma cidade encolhida — com tudo o que há nela — até proporções minúsculas, a ponto de caber em uma garrafa? Essa ideia, tão absurda e fantasiosa, conquistou seu espaço em muitas mídias da cultura moderna. A expansão Magic: The Gathering – Arabian Nights apresenta uma carta intitulada City in a Bottle; no desenho Superamigos, em um episódio específico, alienígenas visitavam a Terra com o intuito de encolher uma cidade do meio-oeste americano e levá-la para seu planeta.

As histórias em quadrinhos da DC Comics apresentaram duas variações desse mito: uma nas histórias do Superman, com a cidade de Kandor, e outra pelo selo Vertigo (também da DC), com a história de Sandman intitulada Ramadan, na qual um califa barganha com Morpheus para que sua cidade seja selada dentro de uma garrafa e dure para sempre. Nossa saudosa Dragão Brasil, na edição nº 85, em meio aos 50 ganchos para aventura, apresentava um que, por si só, já renderia uma campanha. E por último, mas não menos importante: na década de 1970, havia uma aventura escrita pelo próprio Gary Gygax, cuja trama principal girava em torno de uma cidade engarrafada na qual habitavam seres místicos (deuses, anjos e demônios).

Além do Objeto: Outras Faces da "Cidade Engarrafada"

Além de ser um objeto fantástico, o conceito de "Cidade Engarrafada" pode surgir de diversas outras maneiras: uma comunidade que vive isolada do resto do mundo, sabendo ou não da existência de um "mundo lá fora". Essa forma de "Cidade Engarrafada" aparece em filmes como A Ilha, Æon Flux, A Vila e O Show de Truman: O Show da Vida.

O Vilão por Trás da Garrafa: Motivações Cruciais

Entrando em outro ponto tão importante quanto a própria cidade na garrafa: antes de pensar em como usar a City in a Bottle em sua aventura, é crucial definir o vilão por trás do plano e suas motivações. Seria ele um mago com poderes que poderiam rivalizar com divindades, tendo como passatempo "colecionar" civilizações e cidades de eras diferentes? Ou talvez comerciantes extraplanares que vendem as versões encolhidas das mais fabulosas cidades encontradas pelo multiverso? Ou, quem sabe, uma inteligência artificial que evoluiu além de sua programação e decidiu "proteger" uma determinada população, isolando-a do restante do mundo (o uso de dimensões paralelas, como a Zona Fantasma das histórias do Superman, funciona muito bem nesse caso).

Os Ganchos de Aventura

1. Um Zoológico em Miniatura

Essa é uma variação do tema focada em mesas onde há um personagem que é o último de sua raça (seja o último Saiyajin, Kriptoniano ou Mafagafo, por exemplo). Aqui, o vilão não é intrinsecamente maligno. Seu objetivo é apenas preservar a vida do seu personagem, juntamente com centenas de outras formas de vida em extinção, abrigando-as em um habitat miniaturizado que simula as condições ideais para cada espécie rara.

Desenvolvendo a ideia: Caberá aos demais personagens invadir a fortaleza, nave ou dimensão do vilão para salvá-lo. Mas, e todos os outros seres que estão presos lá? E se, entre eles, houver um que seja perigoso demais para ser liberto e, por um descuido dos jogadores, ele escapar?

2. Corrida contra o Tempo

A cidade natal dos heróis foi roubada, encolhida e selada em um receptáculo — talvez para ser comercializada ou como forma de chantageá-los. Seja qual for o motivo, a transformação será irreversível em poucas horas. Falhar significa muito mais do que alguns pontos de experiência a menos: significa a perda de entes queridos, da sua base secreta e de todo o mundo como eles o conheciam.

Desenvolvendo a ideia: Um vilão cósmico, capaz de reunir os maiores adversários dos heróis e colocá-los em um jogo de vida ou morte, é, com certeza, o antagonista mais clássico para essa ideia – especialmente se, após os jogadores vencerem seus oponentes no jogo, o vilão tentar trapacear.

3. Da Frigideira para o Fogo

Os jogadores nasceram e cresceram em uma 'Cidade Engarrafada', ouvindo desde cedo que havia monstros e perigos indescritíveis 'lá fora'. O exílio era o mesmo que a morte. Contudo, por algum motivo, eles precisam ir para 'o lado de fora'. Seja porque as máquinas de purificação de água falharam e precisam de peças sobressalentes, porque foram incriminados e consequentemente exilados, ou talvez porque a sociedade isolacionista em que vivem se encontra corrupta e decadente, e eles decidem, junto com outros, tentar a sorte além dos muros. Independentemente do motivo, o mundo além dos muros é muito mais brutal e perigoso do que qualquer coisa para a qual eles tenham se preparado.

Desenvolvendo a ideia: Após a jornada 'lá e de volta outra vez', os jogadores podem voltar para seu antigo lar, sabendo agora muitos dos segredos que foram ocultados durante esses anos sobre os líderes e a própria sociedade em que viviam. Terão agora os meios para derrubar o sistema corrupto e se tornarem os novos líderes. Mas serão eles os novos tiranos ou os instauradores de uma nova era de paz?

Isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado, seja você mestre ou jogador. Comente, compartilhe, elogie (importante!) ou critique (mais importante ainda!), porque, de certa forma, você que se dispôs a ler também faz parte da tripulação do 3D&T a bordo. P.S.: Estou escrevendo tudo isso porque semana que vem o blog completa 1 ano de existência, e olha que achei que não fossem durar mais que algumas semanas!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ganchos para Aventuras de Faroeste.

Cenários e mini-cenários com a temática de Faroeste são uma boa pedida quando as ideias para a fantasia medieval se esgotam. Para os mestres que desejam essa abordagem nas suas mesas aqui vão 5 ganchos para começar uma aventura.

1.Saindo dos Trilhos

Esse é um gancho que começa de uma maneira trivial e se desenvolveu para algo fora comum através de meios mágicos tornando-o mais recomendado para personagens de Smokestone, mas não que isso impeça de ser situada em qualquer outro cenário aumentando assim a surpresa dos jogadores.

Os jogadores estão em um trem e as coisas começam a dar errado quando o trem é invadido por bandidos, sendo que o líder deles é munido de um artefato mágico que faz com que o trem saia dos trilhos sem descarrilhar e continue a todo vapor. Para onde ? Apenas o vilão sabe. E aqui você pode definir o modus operandi que você acha mais adequado para antagonizar seus jogadores, talvez o vilão tenha voltado do mundo dos mortos e precisa levar um número X de almas para o outro lado e esse é coincidentemente o mesmo número de passageiros que existe no trem, quem sabe sem que os jogadores saibam o trem está levando um grande carregamento em lingotes de ouro que iriam ser usado para pagar o soldo dos soldados que estão lutando na fronteira, ou talvez o vilão deseje usar o trem para atingir 88 milhas por hora e assim abrir um portal de volta para seu próprio tempo (Clássico !). Infelizmente para os passageiros e os jogadores, nesse ultimo caso o trem está rumando para um penhasco ...

2.Ladrões de Gado


O gado da cidade está sumindo. - e os jogadores são voluntários ( ou são encorajados)  a ajudar.

Quando eles eventualmente seguem os rastros dos ladrões , eles encontram um acampamento habitada por colonos morto-vivos, que até se mostram amistosos a chegada dos jogadores e revelam que embora eles não se lembrem de como eles ficaram dessa forma eles tem consciência de que se tornaram "monstros" e temem retornar a cidade a qual pertenciam ( a mesma que enviou os jogadores). Se questionados sobre o gado, eles confirmam que eles são os ladrões, mas é por que eles precisam de carne para sobreviver.

Irão os heróis matá-los ( de novo) de qualquer forma ? Irão eles ajudá-los ? E se o xerife da cidade deu uma ordem para os jogadores não voltaram até que os ladrões estivessem mortos ?

A partir desse ponto: Se os jogadores massacrarem a colônia, eles retornam como mortos-vivos furiosos e rumam para a cidade em busca de vingança. Fazendo com que os jogadores saiam em busca para descobrir qual foi a força que reanimou os corpos dos colonos antes que eles cheguem na cidade e realizem um massacre. Para tornar as coisas mais difíceis os colonos zumbis podem ser do tipo capaz de contaminar aqueles que eles mordem ou arranham , transformando-os em zumbi também. Zumbis que não permanecem mortos ( exceto quando queimados/decapitados/exorcizados) também são uma boa opção.


Caso os jogadores optem por uma abordagem mais amistosa convencendo os colonos-zumbi a retornarem a sua cidade de origem, como a população irá recebe-los de volta ? Lembre que NPC's religiosos podem ser contra e começar um massacre na calada da noite causando a vingança dos colonos-mortos da mesma forma como descrita anteriormente.

3.Mantenha seus amigos perto...

Um gancho muito interessante para ser usado no caso de um jogador ou todos jogadores do grupo estiverem com algum tipo de problema com as leis. 

De alguma forma definida pelo mestre, os jogadores conhecem/salvam/ são salvos por um NPC que representa a lei , como um xerife por exemplo. Como o jogador ou jogadores vão manter sua identidade de fora da lei e seus crimes de um inimigo em potencial ? 

A partir desse ponto: Se descobertos o que acontece ? Um tiroteio ? Um duelo ? Se os fora-da-lei vencerem, isso vai trazer para eles uma nova leva de problemas com as leis ? Ou talvez ele ofereça para eles um trabalho sujo em troca de perdão pelos seus crimes ? 

4.Apenas um sonho


Esse é um gancho que começa quando os personagens dormem, pelo motivos mais variados. Dormindo próximos a um lugar mal-assombrado, dormindo após consumir ervas alucinógenas em um rito indígena ou qualquer coisa que sua mente imaginar. Os benefícios de um evento assim no meio da sua campanha é que você pode levar os jogadores a onde você achar mais adequado, não precisando se preocupar com a continuidade da narrativa, não precisando se preocupar com quão exagerado ou surreal isso possa ser já que é apenas um sonho. Com extra de que isso é uma forma de fugir um pouco da campanha tradicional misturando com outras histórias enquanto eles estão no mundo dos sonhos.

A partir desse ponto: A morto nos sonhos representa a morte no mundo real ou o jogador vai apenas acordar gritando e suando frio ? Podem esses sonhos serem previsões ou pistas para algum outro problema que eles buscam resolver ? E por que não os jogadores derrotados no sonho-  de modo brutal e macabro, é claro - em um sonho só para mais tarde esse mesmo local aparecer na campanha, enfrentando o mesmo inimigo que os derrotou no sonho. Certamente isso é algo que daria um clima especial para a sessão.

5.Chegou um estranho na cidade

Um estranho chegou na cidade e as coisas ficaram estranhas ! O estranho chega em uma cavalo moribundo e tomba morto no meio da rua antes que a cidade acorde. As coisas estranhas podem ser qualquer coisa - a crianças começam a sumir, alguém envenena o poço, animais agindo estranhamente, os mortos se levantando.

A partir desse ponto: Os jogadores precisam descobrir se o estranho é a causa ou estava lutando contra a causa dessas paranormalidades. Se os jogadores também forem estranhos na cidade o que impede que o xerife jogue-os na cadeia e o povo apareça por lá com tochas,ancinhos e foices para linchá-los ? 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

21- Dicas para quando for Mestrar.

Soa presunçoso da minha parte tentar dar dicas sobre como mestra ou não , já que minha última sessão de RPG aconteceu a mais de dois anos, mas acontece que o Rolando 20 compartilhou esse artigo de um site gringo que eu achei extremamente interessante por isso decidi reproduzir aqui no 3D&T a Bordo aquelas dicas que eu achei mais relevantes.




  1. Lembra de quando você jogou RPG pela primeira vez e ficou apaixonado ? Escreva aventuras para esse garoto.
  2. O vilão da sua campanha e os jogadores da sua sessão tem uma muleta emocional. Explore isso.
  3. Pare de mostrar quão bom escritor você acha que é. Os jogadores querem uma descrição da sala, não um texto de 10 páginas sobre o folclore do povo que construiu essa masmorra.
  4. Em alguns momentos pergunte a si mesmo , quão animado você ficaria em ser o jogador da sua própria campanha. Se a resposta foi " muito pouco" , volta para a prancheta e pense um pouco mais.
  5. Todo mundo já lutou contra um culto maligno, invente algo mais complexo que isso.
  6. "Eu não sei" não deve estar no vocabulário de um mestre. Você tem que saber ( ou inventar algo plausível) ou os jogadores perdem o interesse.
  7. Não enfatize muito que um personagem possuí um destino épico ou algo assim. Do contrário ele esquece que seu personagem pode morrer e os desafios perdem o efeito desejado.
  8. Suas aventuras sempre começam na taverna ? Mude isso.
  9.  Por mais que a mágica seja algo banal no seu mundo de campanha. Não justifique toda violação das leis da física com " Isso é mágico".
  10.  Não perca tempo descrevendo o que está na sua cabeça, diga o que os personagens estão vendo e deixe os jogadores imaginarem o resto.
  11. Existe uma regra que atrapalha algo que você quer tentar ? Não hesite em quebrar regras se isso for tornar a campanha mais divertida para os jogadores.
  12. Gaste tempo descrevendo pequenos detalhes apenas quando eles forem relevantes para os jogadores. Do contrário siga em frente.
  13. Se você não consegue explicar por que os jogadores estão combatendo aquele monstro naquele local, então , ele não deveria estar lá.
  14. Todo jogador/personagem deve ter algo a perder em cada aventura.
  15. Quando os jogadores fazem más escolhas , isso deve significar alguma coisa.
  16. Seus NPC's não precisam de extensos diálogos.
  17. Não guarde o seu melhor encontro ou NPC para a próxima sessão. Alguns jogadores podem não voltar.
  18. O melhor vilão é aquele que desafia os jogadores/personagens e podem fazê-los cruzar uma linha que eles achavam que nunca fariam, não aquele que tem o background mais complexo.
  19. Você não joga contra os jogadores. Sua função é fazê-los acreditar que o desafio que eles enfrentam é importante e que existem coisas maiores do que eles.
  20. Não se preocupe em cortar parte da sua aventura para dar um gás na campanha.
  21. Divirta-se. RPG foi feito para se divertir. Se você ou alguém não está se divertindo, está jogando errado.

Página com o artigo original: http://newbiedm.com/2013/07/31/87-dm-tips/


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Kits Brasileiros - Bandeirante e Capitão do Mato.

Bandeirante


Requisitos: Inimigo, Sobrevivência.

Denominam-se bandeirantes os sertanistas do Brasil Colonial, que, a partir do início do século XVI, penetraram-nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, sobretudo a prata, abundante na América espanhola, indígenas para escravização ou extermínio de quilombos.
A maioria dos bandeirantes era descendente de primeira e segunda geração de portugueses em São Paulo, sendo os capitães das bandeiras de origens europeias variadas, havendo não só descendentes de portugueses, mas também de galegos, castelhanos e cristãos novos, além de alguns casos de parentescos genoveses, bascos, sarracenos, napolitanos e toscanos, entre outros. Compunham minoritariamente as tropas segmentos de índios (escravos e aliados) e caboclos (mestiços de índio com branco), normalmente chegando a, no máximo, vinte por cento do contingente total, e executando as tarefas secundárias da tropa, tal qual a manutenção dos mantimentos e cuidados dos animais de abate.

Houve três tipos de bandeiras: as de tipo apresador, para a captura de índios (chamado, indistintamente, "o gentio") para vender como escravos; as de tipo prospector, voltadas para a busca de pedras ou metais preciosos e as de sertanismo de contrato, para combater índios e negros (quilombos).

De início, eram aprisionados os índios sem contato com o homem branco. Posteriormente, passaram a aprisionar os índios catequizados, reunidos nas missões jesuíticas. Grandes bandeirantes apresadores foram Manuel Preto e Antônio Raposo Tavares, que forneciam índios às fazendas do Brasil que necessitavam de mão de obra escrava e que não contavam com suficiente quantidade de escravos negros.

Assim sendo opiniões sobre os bandeirantes são divergentes em certo ponto, já que para alguns eles são os responsáveis pelo massacre nos quilombos e extermínio de povos indígenas enquanto para outros eles são vistos como homens heroicos e corajosos, essenciais ao desenvolvimento da colônia e responsáveis pela extensão do território brasileiro.

Busca e apreensão: você recebe um bônus de +1 em sua FA quando luta com um objetivo de capturar seu inimigo vivo. Além disso, quando reduz seu adversário a 0 PVs, você pode fazer com que ele ignore qualquer resultado quase morto ou morto, ficando inconsciente em vez disso.

Crítico Aprimorado (Inimigo): quando você faz um acerto crítico contra seu Inimigo, sua Força ou PdF é triplicada (em vez de duplicada).

Desbravador: Você pode gastar 1 PM para comprar um sucesso automático em um teste de Sobrevivência, um número de vezes igual a sua Resistência.


Faro para tesouros: você é um saqueador nato, e tem um sexto sentido para encontrar baús, joias e moedas. Você pode gastar 1 PM para perceber riquezas escondidas em um raio de 100m.

Inimigo escolhido: Com uma ação de movimento você pode trocar seu Inimigo mesmo após a criação do personagem, mas só podendo alternar entre negros e índios, os adversários mais comuns dos bandeirantes.

Capitão do Mato


Requisitos: Má Fama, Crime ou Sobrevivência.

O capitão do mato era na origem um empregado público da última categoria encarregado de reprimir os pequenos delitos ocorridos no campo. Na sociedade escravocrata do Brasil, a tarefa principal ficou a de capturar os escravos fugitivos.

O termo capitão do mato passou a incluir aqueles que, moradores da cidade ou dos interiores das províncias, capturavam fugitivos para depois entrega-los aos seus amos mediante prêmio.

Os capitães do mato gozavam de pouquíssimo prestígio social, seja entre os cativos que tinham neles os seu inimigos naturais, seja na sociedade escravocrata, que os considerava inferiores até aos praças de polícia, e os suspeitava de sequestrar escravos apanhados ao acaso, esperando vê-los declarados em fuga para depois devolvê-los contra recompensa.

Nos últimos dias do regime da escravidão, em 1887-88, quando os escravos fugiam em massa das fazendas da Província de São Paulo, os chefes do Exército, ainda gozando do prestígio de combatentes da guerra do Paraguai, recusaram-se a assumir a desprezada função.

Busca e apreensão: você recebe um bônus de +1 em sua FA quando luta com um objetivo de capturar seu inimigo vivo. Além disso, quando reduz seu adversário a 0 PVs, você pode fazer com que ele ignore qualquer resultado quase morto ou morto, ficando inconsciente em vez disso.

Nunca Indefeso: você está atento ao perigo o tempo todo. Em qualquer situação em que tenha liberdade de movimento (até mesmo dormindo), você nunca é considerado indefeso.

Intuição: com um teste bem sucedido de Habilidade, um capitão do mato pode descobrir onde está alguém que ele já tenha visto antes. Essa habilidade recebe o bônus de Trabalho Sujo.

Trabalho Sujo: você não gosta do que faz, mas por algum motivo não tem escolha. Sempre que partir a caça de um escravo fugitivo que tenha cruzado seu caminho, você automaticamente recebe um bônus de H+2 em combate e testes de perícia contra ele (apenas contra ele), como se fosse seu inimigo.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mago do Vácuo


Requerimento: Arcano; Ciências

Função: dominante


De todas forças elementais que compõem o universo, a mais poderosa e a mais difícil de controlar é aquela que existe no vão entre elas e as mantém coesa: o vácuo. Elementalistas extraem suas forças diretamente de um elemento em especifico enquanto magos usam todos. Mas Magos do Vácuo compreende que tudo no mundo contém todos os elementos básicos, mantidos coesos pela ultima essência tangível. O vácuo é como o silêncio entre as notas de uma canção, dando ritmo e e forma para o todo. 
Devido a essa compreensão das formas do universo não é raro que adotem o papel de sábios e protetores de ensinos religiosos, filosóficos e das lendas. Também não é raro que esses estudiosos do vácuo viajem pelos reinos seguindo manifestações de poder mágico inerentes aquelas que nascem mais afinados com essas energias e supervisionem o treinamento desses indivíduos até que eles cheguem a maturidade.

Alteração do Curso: Se não gostar da sua rolagem de dados, você pode realizar um teste da Perícia Ciências e rolar novamente. Você fica com o melhor resultado.

Liberação: você é capaz de remover bloqueios mentais que afligem um aliado (ou até você mesmo, inconscientemente), liberando todo seu potencial, dando assim um bônus temporário de +1 em duas Características do alvo por um turno, ou +2 em uma só Característica. Você pode usar esse poder uma vez por dia para cada Ponto de Habilidade.

Supressão: Você enfraquece um adversário que falhe em um teste de Resistência, impondo um redutor de -1 em todas suas características por uma quantidade de rodadas igual a sua Resistência. Usar essa Habilidade consome 3 PMs por alvo afetado. Os redutores são cumulativos com outros redutores ( venenos, maldições, fúria).

Buraco Negro: Você recebe a magia de mesmo nome como uma magia Inicial e pode lança-la pela metade do custo em PMs, mesmo sem atender seus requisitos.





segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Culto dos Abscindidos


 “Se tua mão te faz pecar, arranca-a e joga fora. Se teu olho te faz pecar, arranca-o e joga fora.”

À primeira vista, o Culto dos Abscindidos pode parecer apenas mais uma seita de fanáticos, dispostos a rasgar a própria carne — ou a de seus inimigos — em nome de uma divindade esotérica conhecida como O Etéreo. Talvez fossem apenas isso, não fosse a brutalidade disciplinada de seus soldados, o poder divino real de seus sacerdotes e o alcance político aterrorizante de seu líder, o sumo sacerdote Ahmad Zaher.

Se você procura uma facção vilanesca que mistura horror corporal, intriga política e magia antiga para a sua mesa, os Abscindidos são a adição perfeita à sua lore.

A Doutrina: A Carne como Prisão

A filosofia central dos Abscindidos é perturbadora na sua simplicidade: o corpo físico, atrelado ao Plano Material, é uma prisão de desejos e fraquezas. Fome, dor, prazer e cansaço são vistos como correntes que prendem a alma à "lama da existência". O objetivo do culto é a libertação total da carne.

Contudo, a ascensão espiritual tem um preço alto: pedaços do próprio corpo.

A mutilação não é vista como castigo, mas como um sinal de fé e evolução. Nas cidades onde a influência do culto cresceu, seus clérigos frequentemente assumem o sistema judiciário, aplicando uma interpretação literal e sangrenta da lei:

  • Ladrões perdem as mãos;

  • Traidores entregam os pés;

  • Espiões têm os olhos arrancados.

Essas células operam como enclaves teocráticos. Onde fincam raízes, os Abscindidos gradualmente suplantam governos locais, tomando templos de outras divindades — seja através de conchavos políticos ou pelo fio da espada. Mas a expansão territorial é apenas um meio para um fim que somente Ahmad Zaher conhece.

A Origem: A Voz no Deserto

Antes de se tornar o temido sumo sacerdote, Ahmad era um desertor.

Anos atrás, ele serviu como capitão de um destacamento enviado para esmagar um levante nas dunas do sul. Sua arrogância tática levou a tropa ao massacre. Atingido por um feitiço devastador que lhe custou um braço e uma perna, Ahmad fugiu, abandonando seus soldados à própria sorte nas areias escaldantes.

À beira da morte, o capitão encontrou um oásis cercado por ruínas de uma civilização extinta, famosa por ter sido aniquilada pela própria sede de poder arcano. Foi lá que a voz sussurrou. Não eram os fantasmas de seus homens, mas sim O Etéreo.

A entidade revelou-se como o antigo rei-arquimago daquele império perdido. Um ser que, ao buscar a apoteose, condenou seu povo a um plano de sombras, sem corpo e sem forma de retornar. Até encontrar Ahmad.

Santos Vestígios: O Horror da "Carne Perdida"

O grande segredo do culto é o objetivo de construir um receptáculo divino — um corpo perfeito para que O Etéreo possa retornar ao Plano Material. Para isso, Zaher reúne "peças": partes humanas arrancadas em rituais de fé.

Enquanto o ritual maior é preparado, Zaher utiliza uma versão menor dessa magia profana para criar seus campeões: os Santos Vestígios.

Esses cavaleiros são constructos grotescos, montados a partir de membros amputados de "pecadores". Insuflados com fragmentos da essência do Etéreo, eles tornam-se guerreiros consagrados pela dor. Para o culto, são exemplos de transcendência; para o mundo exterior, são as Carcaças Sagradas.

Entretanto, essas criaturas não são eternas. A presença alienígena do Etéreo consome a matéria orgânica, degradando a mente do constructo até que ele se torne uma besta ensandecida, colapsando em um frenesi de sangue. Para os Abscindidos, isso não é uma falha, mas a glorificação final da carne.

5 Ganchos de Aventura com os Abscindidos

Quer introduzir esta facção na sua campanha hoje mesmo? Aqui estão cinco sementes de aventura:

  1. O Protegido Amputado: Um NPC vital para o grupo (um mentor, aliado ou parente) foi capturado. Ele será a próxima "oferenda" para a construção do corpo do Etéreo. O tempo está correndo para salvar o que restou dele.

  2. Missão nas Ruínas: Os heróis são contratados por uma célula do culto (sem saberem quem são os contratantes) para explorar ruínas antigas. Lá, encontram rebeldes sobreviventes do antigo batalhão de Ahmad, liderados por um soldado que busca vingança contra o líder que os abandonou.

  3. A Carne do Deus: Ahmad Zaher está prestes a concluir o Grande Ritual. Profecias indicam que o renascimento do Etéreo trará o apocalipse, e os jogadores são a última linha de defesa para impedir que a entidade ganhe um corpo físico indestrutível.

  4. O Cisma de Sangue: Seduzido pela própria ambição, Zaher decide que ele usará o corpo divino, traindo a entidade. Isso gera uma guerra civil dentro do culto. Os jogadores podem ser o fiel da balança: apoiar a facção rebelde, ajudar Zaher (por um mal menor) ou deixar que se destruam?

  5. O Santo em Ruína: Um antigo amigo dos personagens foi transformado em um Santo Vestígio, mas ainda mantém resquícios de consciência. Ele luta contra a loucura e é caçado como herege pelos próprios criadores. O grupo tentará salvá-lo ou dar-lhe um fim misericordioso?

Fuun Lion-Maru, ou o Poderoso Lion Man

  “... Durante a transfiguração, o foguete preso em suas costas carregado com um tipo raro de pólvora, se transfere com energia elétrica pro...